Alimentos pesam e inflação volta a acelerar na Região Metropolitana de Salvador

Os alimentos estão pesando mais no bolso dos consumidores baianos neste início de ano (Foto: FGV) (Foto: Agência IBGE)

O  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que funciona como uma prévia da inflação oficial do mês, voltou a acelerar na Região Metropolitana de Salvador (RMS), em julho, ficando em 0,13%. Em junho, havia sido de 0,03%.

Ficou acima da média nacional (0,09%), mas foi o terceiro menor aumento dentre as 11 áreas investigadas pelo IBGE. O IPCA-15 de julho foi mais elevado nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (0,26%) e de Belém (0,25%) e em Brasília (0,22%). Duas áreas tiveram deflação: a Região Metropolitana de São Paulo (-0,06%) e o município de Goiânia (-0,19%).

Com o resultado do mês, o IPCA-15 da RMS acumula alta de 2,75% no ano de 2019, acima da média nacional (2,42%) e o 3º maior acumulado entre as 11 áreas investigadas – abaixo apenas das RM Fortaleza (3,55%) e Belém (2,98%).

Nos 12 meses encerrados em julho, o indicador está em 3,16%, desacelerando pela terceira vez consecutiva e se mantendo abaixo da média nacional (3,27%).

Alimentos voltam a aumentar

Dos nove grupos de produtos e serviços que formam o IPCA-15, seis tiveram altas em julho, na Região Metropolitana de Salvador. Os maiores aumentos ocorreram em Despesas Pessoais (0,51%) e Alimentação e Bebidas (0,40%).

Por serem os que mais pesam nos orçamentos das famílias da RMS, os alimentos exerceram a principal pressão de alta na prévia da inflação de julho. Eles voltaram a aumentar após dois meses seguidos com quedas média de preços, período em que contribuíram e forma importante para a desaceleração do IPCA-15.

A alta de teve maior influência dos itens consumidos no próprio domicílio (0,51%), mas alimentação fora de casa (0,15%) também contribuiu. Dos cinco itens que mais puxaram a prévia da inflação da RM Salvador para cima em julho, quatro foram alimentos: cebola (36,23%), batata-inglesa (18,55%), pão francês (2,14%) e lanches fora de casa (0,98%).

Entretanto, o item que, sozinho, teve a maior contribuição para o IPCA-15 do mês na RMS não foi um alimento, e sim a taxa de água e esgoto (4,45%), refletindo reajuste anunciado em meados de junho. Esse aumento ajudou a puxar o avanço do grupo Habitação (0,24%).

Dentre as Despesas Pessoais (0,51%), destacaram-se as pressões vindas dos gastos com recreação (1,71%), sobretudo com cinema (10,38%) e alimento para animais (5,95%).

Por outro lado, Vestuário (-0,90%) e Transportes (-0,26%) foram os grupos de produtos e serviços que mais contribuíram para segurar o IPCA-15 de julho, a Região Metropolitana de Salvador.

O primeiro teve influência forte das roupas em geral (-1,17%), tanto masculinas (-1,24%) quanto femininas (-1,12%), enquanto o segundo foi puxado pela queda média no preço da gasolina (-1,57%) e do etanol (-2,50%).

 

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

quinze − 14 =