IBGE prevê que safra 2019 de grãos, na Bahia, será 14,8% menor

As vendas externas do complexo soja (grão, farelo e óleo) recuaram 50,6% (Foto: Ag. Brasil)

A quinta estimativa para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas (também conhecidos como grãos) em 2019 totalizou, em maio, 7.942.240 toneladas. Ficou praticamente igual à estimativa de abril (+0,1% ou mais 6.808 toneladas) e, por isso, manteve a previsão de queda em relação à safra recorde de 2018 (9.323.119 toneladas) em -14,8%, frente a -14,9% em abril.

Mais uma vez, a discreta variação para cima na previsão da safra baiana de grãos, entre abril e maio, foi causada por um leve aumento de 0,8% na estimativa de produção do algodão herbáceo, de um mês para o outro. Neste ano, a safra de algodão deve chegar a 1.461.360 toneladas no estado, 17,1% superior à de 2018 (mais 213.206 toneladas) e a segunda maior da história, abaixo apenas da safra recorde de 2011, quando o estado colheu 1.579.764 toneladas do produto.

Para o Brasil como um todo, em maio, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2019 foi estimada em 234,7 milhões de toneladas, 3,6% superior à safra de 2018 (mais 8,2 milhões de toneladas) e 1,4% acima da divulgada em abril (mais 3,2 milhões de toneladas).

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.

A partir das informações da estimativa de maio, a Bahia mantém sua participação na produção nacional de grãos em 3,4% em 2019, enquanto em 2018 havia sido de 4,1%. O estado tem a 8ª maior contribuição.

Mato Grosso mantém a liderança da produção nacional de grãos, respondendo por 27,5% do total nacional, seguido por Paraná (15,7%) e Rio Grande do Sul (14,7%).

12 das 26 safras de produtos deverão ser maiores

A estimativa de maio manteve a previsão de que, em 2019, 12 das 26 safras de produtos investigadas pelo LSPA na Bahia deverão ser maiores do que em 2018.

A safra de mandioca passou a ter a maior estimativa de crescimento, em termos absolutos, neste ano: mais 329.925 toneladas ou +21,6% em relação ao colhido em 2018. Em seguida vêm o milho 2ª safra, com mais 256.200 toneladas (+540,5%) e a banana, com mais 217 mil toneladas (crescimento de 26,4% em relação a 2018).

A cana-de-acúcar, que tinha a maior estimativa de crescimento de produção até abril, sofreu uma revisão para baixo na passagem para maio (-15,9% ou menos 890 mil toneladas) frente ao estimado no mês anterior. Ainda assim, a safra em 2019 deve ser de 4.690.000 toneladas, levemente superior à de 2018 (+0,2%).

As maiores reduções de produção, na comparação com 2018, se mantiveram as mesmas da estimativa de abril: soja (-1.308.000 toneladas ou -20,9%), milho 1ª safra (-641.340 toneladas ou -32,7%) e laranja (-42.500 toneladas ou -5,1%).

 Bahia reduz estimativas de produção de café arábica

De abril para maio, na Bahia, houve recuos nas estimativas da safra 2019 tanto do café arábica (de 103.200 para 75.390 toneladas, ou -26,9%) quanto da variedade canephora, ou conillon (de 129.600 para 108.000 toneladas, ou -16,7%).

Em ambos os casos, as revisões para baixo no estado contribuíram também para reduções nas previsões nacionais. A estimativa da produção brasileira de café em 2019 é de 3,2 milhões de toneladas, 12,1% menor que a de 2018. O recuo é reforçado pelo fato de 2019 ser um ano de bienalidade negativa para o café arábica, cuja safra deve ser de 2,3 milhões de toneladas, com uma queda de 2,6% em relação à previsão de abril e recuo de 16,0% frente a safra de 2018.

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