Em meio à crise, Bahia ganha 1.266 novas unidades empresariais

Tempo para abertura de uma empresa no estado, no segundo quadrimestre, foi, em média, de 7 dias (Foto: Agência IBGE)

Em 2017, tanto o número de empresas quanto o total de pessoas trabalhando nelas voltaram a crescer na Bahia, após terem apresentado retrações em 2016. Embora o setor empresarial baiano ainda esteja distante do patamar alcançado antes da crise, em 2017 havia 254.361 unidades locais de empresas em atividade no estado, onde trabalhavam 2.470.860 pessoas, entre assalariados (2.165.554) e proprietários/sócios (305.306). Os dados são das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre) 2017, divulgadas hoje  pelo IBGE.

O número de unidades locais de empresas cresceu 0,5% no estado, em relação a 2016, quando eram 253.095. Pode não parecer muito, mas as 1.266 unidades empresariais a mais na Bahia, em 2017, representaram o terceiro maior aumento absoluto do país. O saldo positivo ficou abaixo apenas dos verificados em Goiás (mais 2.478 unidades locais de empresas entre 2016 e 2017) e Santa Catarina (mais 2.316 unidades empresariais em um ano).

No país como um todo, o número de unidades locais de empresas recuou pelo segundo ano consecutivo entre 2016 e 2017 (-0,3%), passando de 5.542.008 para 5.525.547, o que representou um saldo de menos 16.461 unidades empresariais de um ano para o outro. São Paulo (com menos 13.662 unidades locais entre 2016 e 2017), Rio Grande do Sul (-6.105) e Minas Gerais (-2.803) tiveram as maiores reduções em termos absolutos.

A Bahia tem o sétimo maior número de unidades locais de empresas do país e o maior do Norte-Nordeste. São Paulo (1.678.106), Minas Gerais (593.608) e Rio Grande do Sul (463.032) lideram, apesar dos resultados negativos em 2017.

Mesmo apresentando crescimento, em 2017 o setor empresarial baiano ainda estava 6,9% menor do que em 2013, quando havia atingido seu maior porte, reunindo 273.238 unidades locais de empresas. Ou seja, de 2013 a 2017, o balanço foi de 18.877 unidades locais de empresas fechadas na Bahia.

Pessoal ocupado

Já o pessoal ocupado no setor empresarial baiano avançou 2,9% entre 2016 e 2017, passando de 2.400.101 para 2.470.860 trabalhadores e voltando a apresentar um resultado positivo após dois anos seguidos de queda.
Em termos absolutos, os quase 70,8 mil trabalhadores a mais, de 2016 para 2017, foi o segundo maior saldo positivo dentre os estados, abaixo apenas de Minas Gerais (mais 225.864 pessoas ocupadas entre 2016 e 2017).

No país como um todo, o pessoal ocupado em unidades locais de empresas cresceu 1,0%, passando de 51.411.199 em 2016 para 51.939.251 em 2017. O número de trabalhadores só caiu em 4 das 27 unidades da Federação, com destaque para São Paulo (menos 106.471 pessoas ocupadas entre 2016 e 2017) e Rio de Janeiro (-91.283).

Em 2017, porém, o total de ocupados nas unidades empresariais baianas ainda era 4,7% menor que o verificado em 2014 (2.594.727), quando o emprego empresarial havia chegado ao seu pico no estado. Entre 2014 e 2017, o setor empresarial na Bahia teve uma perda líquida de 123.867 empregos.

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