Bahia perde participação na receita do comércio na Região Nordeste

Entre 2008 e 2017, a Bahia foi o estado que mais perdeu participação na receita do comércio no Nordeste, de 31,3% para 26,8% do total; Pernambuco foi o que mais ganhou (de 18,4% para 20,9%) (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A Bahia continuou, em 2017, como o estado com maior representatividade no setor comercial nordestino, respondendo por cerca de 30% tanto das unidades locais, quanto da população ocupada e da receita bruta de revenda da região. Os números são da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) 2017, divulgados hoje pelo IBGE.

Em relação a 2008, o estado aumentou sua participação no total de estabelecimentos comerciais do Nordeste, de 26,3% para 31,5% em 2017, e manteve sua fatia dos trabalhadores no setor (28,4% em 2008 e 28,2% em 2017). Teve, porém, a maior perda de participação na receita bruta de revenda da região, caindo de de 30,3% em 2008 para 26,8% em 2017.

Em termos nominais, não houve recuo na receita bruta de revenda do comércio baiano nesse período. Em valores correntes de cada ano (não corrigidos), ela passou de R$ 68,1 bilhões para R$ 156,4 bilhões entre 2008 e 2017, ou seja, mais que dobrou (+129,6%). Foi, porém, o menor crescimento percentual entre os estados nordestinos. Outros, que viram suas receitas crescerem num ritmo maior que o baiano, abocanharam parte da fatia da receita que pertencia à Bahia.

Pernambuco foi o que mais ganhou participação na receita bruta de revenda do comércio nordestino, de 18,4% em 2008 para 20,9% em 2017. Em seguida vieram Maranhão (de 8,9% para 9,8%) e Ceará (de 15,3% para 16,0%).

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