Bahia ganha 3.391 novos estabelecimentos comerciais; emprego no setor cresce

As três grandes divisões do comércio baiano tiveram resultados positivos entre 2016 e 2017, e o varejo respondeu por pouco mais da metade dos novos estabelecimentos e por 8 em cada 10 dos empregos criados (Foto: Divulgação)

Depois de dois anos em queda, em 2017 o número de estabelecimentos comerciais e o total de trabalhadores que eles empregam voltaram a crescer na Bahia. E, na comparação com 2016, ambos os avanços foram os segundos maiores do país, em termos absolutos. Os resultados são da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) 2017, divulgados hoje pelo IBGE.

Em 2017, havia 97.970 unidades locais comerciais ativas e com receita de revenda na Bahia. Esse número cresceu 3,6% em relação a 2016, quando o estado tinha 94.579 estabelecimentos comerciais. Isso significou mais 3.391 unidades comerciais no estado em um ano, um aumento absoluto que ficou abaixo apenas do verificado em Goiás (mais 4.743 estabelecimentos comerciais em um ano).

Entre 2016 e 2017, no Brasil, o número de unidades locais de empresas comerciais caiu pelo quarto ano consecutivo (-1,8%), passando de 1.707.371 para 1.676.219, o que significou menos 31.152 estabelecimentos comerciais em um ano. São Paulo (-26.307), Santa Catarina (-4.462) e Paraná (-4.254) tiveram os maiores saldos negativos em unidades comerciais nesse período.

A Bahia se manteve, em 2017, como o 6º estado com maior número de estabelecimentos comerciais e o líder do Norte-Nordeste.

Apesar do resultado positivo, em 2017 o comércio baiano ainda estava 4,2% menor do que em 2014, quando havia 102.255 estabelecimentos no estado. O saldo negativo nesse período ficou em menos 4.285 estabelecimentos ativos na Bahia.

No país como um todo, os quatro anos de encerramentos de unidades locais comerciais (entre 2014 e 2017) significou o fechamento líquido de 66.066 estabelecimentos.

EMPREGOS

O maior número de unidades locais comerciais na Bahia levou também ao avanço no número de trabalhadores nesses estabelecimentos. Em 2017, 501.842 pessoas estavam ocupadas nos estabelecimentos comerciais ativos no estado, frente a 476.609 em 2016.

Isso significou mais 25.233 trabalhando nas empresas do setor em um ano (+5,3%), aumento que, em termos absolutos, só perdeu para o verificado no Paraná (mais 27.375 pessoas ocupadas em unidades locais comerciais entre 2016 e 2017).

No Brasil como um todo, o número de trabalhadores em empresas comerciais também cesceu entre 2016 e 2017, depois de recuar por dois anos seguidos. Passou de 10.123.065 para 10.221.275, nesse período, o que representou mais 98.210 trabalhadores (+1,0%). Nessa comparação 10 dos 27 estados tiveram queda no pessoal ocupado em unidades locais comerciais, liderados por Rio de Janeiro (-24.798), Minas Gerais (-23.879) e São Paulo (-6.960).

Apesar do resultado positivo, em 2017 o saldo do emprego comercial na Bahia ainda estava negativo em 8.973 trabalhadores, na comparação com 2014, quando 510.815 trabalhavam no setor.

Varejo  é destaque na Bahia 

Entre 2016 e 2017, todas as três grandes divisões do comércio – varejo, atacado e vendas de veículos, peças e motocicletas – tiveram resultados positivos na Bahia, tanto em número de unidade locais quanto em pessoal ocupado.

Representando cerca de 80% tanto dos estabelecimentos comerciais baianos (84,3%) quanto dos trabalhadores do setor (79,7%), o comércio varejista teve os maiores aumentos absolutos em ambas as variáveis.

O número de unidades comerciais do varejo subiu de 80.875 para 82.581, entre 2016 e 2017, o que representou 1.706 novos estabelecimentos em um ano (+2,1%), ou seja, pouco mais da metade das 3.391 unidades comerciais que passaram a funcionar na Bahia, nesse período.

Foi a primeira expansão do varejo baiano, depois de dois anos de encolhimento. O saldo negativo para o segmento ainda é de menos 7.263 estabelecimentos em relação aos que estavam ativos em 2014 (89.844).

Maior empregador do comércio, o varejo viu seu número de trabalhadores crescer de 380.753 em 2016 para 400.153 em 2017, com mais 19.400 pessoas ocupadas em um ano (+5,1%). Respondeu, assim, por quase 8 em cada 10 novos ocupados no setor comercial baiano nesse período (76,9% do saldo total de mais 25.233 pessoas trabalhando).

Foi também o primeiro resultado positivo para o emprego no varejo da Bahia depois de duas retrações consecutivas, embora o saldo negativo ainda se mantenha em menos 5.558 pessoas ocupadas na comparação com 2014 (quando o número de trabalhadores era de 405.711).

Em termos percentuais, as maiores taxas de crescimento tanto no número de estabelecimentos comerciais ativos quanto no pessoal ocupado, entre 2016 e 2017, na Bahia, vieram do comércio de veículos, peças e motocicletas: +18,0% e +13,6%, respectivamente.

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