Em ano excepcional, Vanádio bate recorde de produção e lucra R$892,7 milhões

A unidade baiana foi inaugurada em 2014 e é fruto de um investimento de R$ 555 milhões (Foto: Carla Ornelas/GOVBA)

O ano de 2018 foi excepcional para a Vanádio de Maracás. A empresa – controlada pelo grupo canadense Largo Resources e com sede na Fazenda Conrado, no município de Maracás – encerrou o exercício passado com a produção recorde de 9.830 toneladas de pentóxido de vanádio, o que representa 102% da capacidade de produção atual da empresa. Em relação a 2017, foram 533 toneladas a mais ou alta 6%. Melhor: após fechar 2017 com prejuízo de R$14,434 milhões, a mineradora obteve, em 2018, um lucro líquido de R$892,698 milhões.

O resultado de 2018 foi fortemente influenciado pela recuperação dos preços do pentóxido de vanádio (V2O5) no mercado internacional. A tonelada do produto saltou de US$ 6,57/lb em dezembro de 2017 para US$ 17,34/lb um ano depois.

Ainda de acordo com o balanço, as receitas de vendas líquida da Vanádio somaram mais de R$1,482 bilhão, em 2018, mais que o triplo registrado um ano antes (R$413,674 milhões). O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou, no ano passado, R$955.249 milhões, ante um prejuízo de R$10,912 milhões do ano anterior.

“Também em 2018 a companhia efetuou o pagamento e liquidou todos os seus empréstimos com os bancos (BNDES, Itaú, Bradesco, Votorantim e Pine) aproximadamente R$794 milhões, ficando apenas com uma dívida intercompany com o seu acionista controlador Largo Resources de aproximadamente R$ 331 milhões, tendo sido também este empréstimo intercompany integralmente pago e liquidado em janeiro 2019”, informa o relatório de administração da empresa.

Uso do vanádio

A Vanádio de Maracás tem por objeto a prospecção, pesquisa, lavra, beneficiamento, industrialização e comercialização no mercado interno e externo de minérios em geral, especialmente vanádio e outros minerais associados, e dos produtos resultantes do seu processamento. A unidade baiana foi inaugurada em 2014 e é fruto de um investimento de R$ 555 milhões. A vida útil da reserva, que inclui subprodutos com valor comercial, a exemplo de ferro e titânio, vai além dos 29 anos já confirmados.

O vanádio é um minério essencial na indústria siderúrgica, usado em beneficiamento de aço, na indústria aeroespacial, de petróleo e gás, produção de ferramentas manuais e materiais cirúrgicos. A produção baiana  é exportada para mercados da Europa, Estados Unidos, Coréia do Sul e Japão.

 

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