Setor de serviços da Bahia recua 3% em janeiro, mostra IBGE

Todos os cinco grupos de atividades de serviços recuaram na Bahia em janeiro (Foto: IBGE)

O volume do setor de serviços na Bahia cresceu 3,7% em janeiro de 2019, frente a dezembro de 2018, na série com ajuste sazonal. Assim, recuperou parcialmente a queda de 5,1% acumulada entre setembro e dezembro do ano passado. Nessa comparação, o desempenho dos serviços no estado foi bastante superior à média nacional (-0,3%) e acompanhou o movimento de avanço verificado em 12 dos 27 estados.  Apesar do bom desempenho frente a dezembro, janeiro de 2019 foi pior para o setor de serviços da Bahia do que janeiro de 2018, com queda no volume, nessa comparação (-3%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje pelo IBGE.

Nesse confronto, o desempenho dos serviços baianos (-3%) ficou ainda bem abaixo da média nacional (2,1%). Frente a janeiro de 2018, o setor teve resultados negativos em 10 dos 27 estados, com as maiores quedas verificadas no Ceará (-6,8%), Amapá (-10,8%) e Acre (-11,6%). No outro extremo, os melhores desempenhos do setor ocorreram em Roraima (10,2%), Distrito Federal (7,4%) e Maranhão (5,7%).

Assim, nos 12 meses encerrados em janeiro os serviços seguem acumulando resultado negativo na Bahia (-3,2%), diferentemente do país como um todo, onde se verifica uma variação positiva nesse indicador (0,3%).

Nessa comparação, só cinco estados apresentam avanços, com destaque para Distrito Federal (2,7%), São Paulo (2,5%) e Santa Catarina (2,1%). Os recuos mais profundos estão em Tocantins (-6,9%), Ceará (-7,1%) e Amapá (-7,5%).

Todos os cinco grupos de atividades de serviços têm queda

O recuo no volume do setor de serviços baiano em janeiro, frente ao mesmo mês de 2018 (-3%) foi resultado de quedas ocorridas em todos os cinco grupos de atividades investigados pelo IBGE. A última vez que a retração havia atingido todos os grupos havia sido em março de 2017.

Com os dois maiores recuos, os serviços de informação e comunicação (-6,3%) e os serviços prestados às famílias (-5,2%) foram também os que mais contribuíram para a queda do setor como um todo.

O segmento de informação e comunicação fechou 2018 como a principal influência negativa dos serviços baianos e apresenta retrações seguidas há um ano e meio, desde julho de 2017. Já os serviços prestados às famílias tiveram a primeira queda de volume depois de terem crescido, mês a mês, durante todo o segundo semestre de 2018.

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