Indústria baiana começou o ano de 2019 com queda de 5,5%, diz IBGE

Produção do setor passou a apresentar uma ligeira variação negativa no acumulado em 12 meses

A produção industrial da Bahia teve novo recuo em janeiro (-2,2%) frente ao mês anterior, descontados os efeitos sazonais. Foi a terceira queda consecutiva nessa comparação. A atividade fabril no estado já havia tido retração entre outubro e novembro do ano passado (-1,3%) e de novembro para dezembro (-1,3%). Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE.

O resultado da indústria baiana nesse confronto (-2,2%) acompanhou o movimento negativo de 6 das 15 áreas pesquisadas pelo IBGE. Foi pior que a média nacional (-0,8%) e a terceira maior queda, acima apenas dos recuos verificados em Mato Grosso (-5,4%) e no Espírito Santo (-2,6%).

Frente a janeiro de 2018, a produção industrial baiana também se retraiu (-5,5%), após ter aumentado em dezembro (1,1%). Foi o quarto maior recuo entre as 15 áreas pesquisadas e mais profundo que a média nacional nessa comparação (-2,6%). No confronto com o mesmo mês do ano anterior, os resultados negativos foram mais disseminados, atingindo 10 locais.

Com os resultados de janeiro, a produção industrial na Bahia passou a apresentar uma ligeira variação negativa no acumulado em 12 meses (-0,1%), após ter passado um ano com desempenho positivo nesse indicador (desde janeiro de 2018).

No Brasil como um todo, a indústria cresce 0,5% no acumulado nos 12 meses encerrados em janeiro, com resultados positivos em 7 dos 15 locais investigados.

Produtos químicos  e celulose e papel 

O recuo de 5,5% na produção industrial da Bahia, na comparação com janeiro de 2018, foi resultado dos desempenhos negativos tanto na indústria extrativa (-4,7%) quanto na de transformação (-5,6%).

Das 11 atividades da indústria de transformação pesquisadas separadamente no estado, 6 apresentaram recuos de produção, com destaques, em termos de magnitude da queda, para fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-34,5%); de celulose, papel e produtos de papel (-25%); e de outros produtos químicos (-13,8%).

Entretanto, por seu peso da estrutura da indústria baiana, os segmentos de outros químicos e de celulose foram, nessa ordem, os que mais puxaram a produção para baixo em janeiro. Ambas as atividades apresentaram a terceira retração consecutiva e também têm desempenhos negativos no acumulado em 12 meses (-7,2% e -0,5%, respectivamente).

A queda na produção industrial baiana em janeiro também sofreu influência importante do recuo na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-7,0%). Segmento de maior peso na indústria do estado, a produção de derivados de petróleo teve a primeira queda depois de quatro resultados positivos seguidos, em 2018.

Por outro lado, das cinco atividades que tiveram aumento de produção em janeiro, na Bahia, os resultados da fabricação de produtos alimentícios (9,2%) e de minerais não-metálicos (26,2%) foram, nessa ordem, os que mais influenciaram positivamente o resultado da indústria no estado.

 

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