Prévia da inflação oficial tem forte desaceleração na RMS

IPCA-15 ficou em 0,11% na Região Metropolitana de Salvador em fevereiro, diz IBGE

IPC-3i, que mede a variação da cesta de consumo de pessoas com mais de 60 anos, ficou em 1,93% no 3º trimestre (Foto: ANPr)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que funciona como uma prévia da inflação do mês, ficou em 0,11%, em fevereiro, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O indicador desacelerou fortemente em relação a janeiro, quando havia sido o maior do país (0,80%), e foi a menor prévia da inflação para um mês de fevereiro na RMS desde o início da série histórica regional do IPCA-15, em 2002. Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE.

O IPCA-15 de fevereiro na RMS ficou abaixo da média do Brasil (0,34%) e foi a segunda menor alta dentre as 11 áreas pesquisadas, acima apenas da Região Metropolitana de Porto Alegre (0,10%). No mês, Goiânia (-0,04%) e Brasília (-0,15%) tiveram variações negativas no IPCA-15, enquanto as maiores prévias da inflação foram verificadas nas regiões metropolitanas de Belém (0,63%) e Belo Horizonte (0,62%).

Com o resultado de fevereiro, o IPCA-15 da RMS acumula alta de 0,91% nos dois primeiros meses do ano, acima da média nacional (0,67%). Nos 12 meses encerrados em fevereiro, chega a 3,59%, abaixo do índice para o país como um todo (3,73%).

O quadro a seguir mostra os principais resultados do IPCA-15 de fevereiro de 2019 para o Brasil e cada uma das áreas pesquisadas.

Aumentos do grupo Educação puxam prévia 

Dos nove grupos de produtos e serviços que formam o IPCA-15, seis tiveram altas em fevereiro, na Região Metropolitana de Salvador. Além de terem tido o maior aumento médio, os gastos com Educação (4,61%) também foram os que mais puxaram para cima a prévia da inflação do mês, com fortes influências das altas nas mensalidades do ensino fundamental (8,68%) e do ensino superior (4,16%).

Fevereiro é o mês em que o IBGE capta a maior parte dos aumentos nas mensalidades escolares, que, por isso, costumam ter forte impacto no IPCA-15 e no IPCA do mês.

Além deles, os gastos com Habitação (0,21%) também foram importantes, em decorrência, sobretudo, da variação da energia elétrica (1,00%).

Por outro lado, após fecharem o ano de 2018 em alta e de terem sido as principais pressões inflacionárias em janeiro, Alimentação e Bebidas (-0,31%) e Transportes (-0,68%) tiveram deflação no IPCA-15 de fevereiro e deram importantes contribuições no sentido de conter o índice do mês.

Dentre os alimentos, destacam-se as retrações em produtos como tomate (-20,15%), farinha de mandioca (-10,75%), leite longa vida (-5,96%) e em pó (-2,99%). Apesar do resultado negativo do grupo como um todo, itens alimentícios importantes, e que já haviam aumentado significativamente em janeiro, se mantiveram em alta, como o feijão carioca (18,61%) e a banana prata (9,23%).

Já dos gastos com transportes, os combustíveis tiveram queda importante (-1,79%) com influências da gasolina (-2,06%), item que individualmente mais contribuiu para segurar a prévia da inflação de fevereiro na RMS, e do etanol (-2,23%). As passagens aéreas também tiveram recuo significativo no mês (-14,73%).

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