Argentinos são maioria dentre os turistas que visitam Salvador

Durante a realização do Festival Virada Salvador 2019 - entre 28 de dezembro e 1º de janeiro -, quase 461 mil turistas devem desembarcar nos principais canais de acesso da cidade (Foto: Amanda Oliveira/GOVBA)

Buenos Aires, Mendoza, Córdova, Rosário, Bariloche, Mar Del Plata. De todos os cantos da Argentina pipocam turistas, num deslocamento de quatro horas e meia de voo para aproveitar o calor soteropolitano. De acordo com levantamento feito pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), os hermanos representam 44,3% do total de turistas estrangeiros que Salvador recebe anualmente durante a alta estação.

Durante a realização do Festival Virada Salvador 2019 – entre 28 de dezembro e 1º de janeiro -, quase 461 mil turistas devem desembarcar nos principais canais de acesso da cidade, representando um acréscimo de 7,2% em comparação ao evento do ano passado, quando a capital baiana recebeu 430 mil visitantes.

Destes, 232.158 são do interior baiano, 154.128 de outros estados, e 74.676 de outros países, a maioria argentinos, proporcionando uma injeção de quase R$ 500 milhões na economia local. Isso, de acordo com a Secult, se deve, entre outros fatores, à antecipação do lançamento do Réveillon da capital baiana, ocorrido mais uma vez na cidade de São Paulo, no mês de outubro.

Invasão estrangeira

O verão é o ponto alto, mas a invasão argentina em solo baiano ocorre durante todo o ano. “As festas e o clima da cidade são os principais atrativos para os turistas argentinos. A recepção calorosa e a reestruturação da cidade fazem toda a diferença na hora de escolher um destino para passar feriados ou períodos festivos. Além disso, a capital baiana é repleta de história e belezas naturais, praias de águas mornas, gastronomia e músicas únicas, que dão conforto, alegram e induzem o retorno imediato no ano seguinte”, garante Pablo Virasoro, cônsul da Argentina na Bahia.

Segundo o diplomata, a razão do aumento no fluxo de turistas argentinos rumo à Salvador nos últimos anos se deve, em grande parte, à percepção de que a cidade está mais acolhedora, mais limpa e com uma infraestrutura mais convidativa para os visitantes. “Além disso, voltamos a ter conexão direta para Salvador, podendo chegar à capital baiana em tempo similar ao que fazemos para cidades como Florianópolis e Punta Del Leste (URU), tornando a opção pela Bahia mais atrativa”, completa Virasoro.

Economia

A promoção de Salvador como destino turístico tem sido realizada constantemente nas redes sociais, além das road shows promovidos em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, realizadas em 29 cidades brasileiras e estrangeiras, capacitando 4 mil operadores de viagem para apresentar produtos de sucesso como o festival do final de ano, Carnaval e demais eventos do verão.

Este esforço, segundo dados da Secult, será responsável pela movimentação de R$ 500 milhões somente durante os cinco dias do festival da vira, gerando emprego e renda em todos os setores produtivos ligados ao turismo. O setor hoteleiro, por exemplo, espera um acréscimo de pelo menos 11% em relação ao evento anterior, quando a ocupação média foi de 82%, alcançando 98% na noite da virada.

Quanto à média dos recursos deixados por esses visitantes ao longo dos cinco dias de festa, a Secult estima um gasto individual em torno de R$ 980 aplicados em alimentação (35%), deslocamento interno (29%), compras (18%), hospedagem (14%), guias e excursões (2%) e espetáculos em geral (2%).

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