Prévia da inflação oficial em Salvador é a menor do país, diz IBGE

Gasolina e etanol puxaram a inflação na RMS para baixo em novembro (Foto:Tony Winston/Ag. Brasília)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), conhecido como a prévia da inflação, teve forte desaceleração, em novembro,  na Região Metropolitana de Salvador (-0,03%), sendo o menor índice do país e ficando abaixo também da média nacional (0,19%). Com o resultado de novembro, o IPCA-15 acumulado no ano de 2018, na RMS,  desacelerou levemente, chegando a 3,74% (havia sido 3,77% em outubro) e ficou abaixo da média nacional (4,03%). Os dados foram divulgados ahora há pouco pelo IBGE.

Já nos 12 meses encerrados em novembro o IPCA-15 acumulado na RMS ficou em 3,65% frente a 3,64% registrado em outubro, mas ficou também abaixo da média nacional (4,39%).

O quadro a seguir mostra os principais resultados do IPCA-15 de novembro para Brasil e cada uma das áreas pesquisadas.

Habitação e Transportes  

Dos nove grupos de produtos e serviços que formam o IPCA-15, cinco tiveram quedas em novembro, na Região Metropolitana de Salvador. Com fortes desacelerações em relação a outubro, os gastos com Habitação (-0,76%) e Transportes (-0,59%) foram os que mais puxaram a prévia da inflação de novembro para baixo na RMS.

Dentre as despesas com transporte, o destaque positivo ficou para os combustíveis (-1,94%), com reduções importantes tanto na gasolina (-1,39%), quanto no etanol (-5,72%). Eles haviam sido justamente os itens que mais tinham contribuído para inflação no IPCA-15 de outubro.

No grupo Habitação, reduções importantes em itens como energia elétrica residencial (-2,86%) e gás de botijão (-1,38%) contribuíram para a deflação no IPCA-15 de novembro, na RMS.

Vale destacar também a baixa, no IPCA-15 de novembro, do grupo Saúde e cuidados pessoais (-0,29%), Vestuário (-0,45%) e Educação (-0,05%), sob influência, respectivamente, de itens como perfume (-4,61%), Blusa (-2,93%) e caderno (-1,63%).

Por outro lado, as principais pressões de alta na prévia da inflação de novembro, na RMS, vieram dos grupos Alimentação e bebidas (0,81%) e Artigos de residência (0,59%). Eles foram puxados para cima, respectivamente, por itens como tomate (24,91%) e móvel para sala (1,47%).

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