Lideranças do setor de fibras naturais se reúnem na Bahia

As exportações de sisal no ano passado, incluindo fibras e produtos manufaturados, chegaram a US$ 90 milhões (Foto: Alberto Coutinho/GOVBA)

Representantes de diversos órgãos governamentais, empresários, agentes financeiros, da academia, entidades não governamentais e associações de produtores de juta, malva, sisal, piaçava, seda, bambu e madeira de todo o país estarão reunidos em Salvador  para a Reunião Conjunta das Câmaras Setoriais de Fibras Naturais (CSFN) da Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A reunião, promovida pelo Sindifibras (Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais no Estado da Bahia), acontece em 27/11, às 9h, na Fieb, e faz parte das atividades agendadas durante a semana da Fenagro 2018 – realizada no Parque de Exposições de Salvador, de 24/11 a 02/12.

A reunião da CSFN, que será coordenada por Muni Lourenço (Presidente da CSFN) e pela secretária da CFSN Izabel Roxo, conta com a pauta: informes do GT Compras Sustentáveis; resultados práticos da Subcâmara de Fibras do Amazonas; o dia do Juticultor (20/09/18); pagamento Subvenção (02/10/18); constituição do GT Sementes; a importância das Subcâmaras Estaduais; Considerações sobre o Seminário “Economia do Bambu no Brasil: Tecnologia e Inovação na Cadeia Produtiva e Estudos para Inclusão do Broto do Bambu na Merenda Escolar e a Meta para Atingir a Produção de Bambu Equivalente a 0,25% do PIB Nacional em 05 anos (Guilherme Korte – Aprobambu); Sisal: O Mercado Nacional e Mundial; Sisal e demais produtos – Mesa redonda/plenária com os presentes; Fortalecimento de pequenos produtores (Humberto Miranda – Faeb/Senar); Texbrasil – Programa de Internacionalização da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex Brasil), por Lilian Kaddissi, ABIT; Relatório das Reuniões (12-15/11) “International Natural Fibers Organization (Info) e Intergovernmental Group on Hard Fibers (IGHF/FAO)”, por Wilson Andrade, Sindifibras.

A pauta do Sindifibras inclui no mesmo dia, à tarde, visita técnica ao setor de termoplásticos e compósitos do Senai/Cimatec e, na sequência, visita à Fenagro, onde o grupo tem encontro com a titular da Seagri, Andréa Mendonça. Em 26/11, a partir das 8h, o grupo segue para visita técnica na Fábrica da Frysk/Obrigado (fibras e água de côco, em Conde).

Andrade: "O evento objetiva identificar oportunidades de desenvolvimento na cadeia produtiva de fibras naturais" (Foto: Divulgação)
Wilson Andrade afirma  que o  “evento objetiva identificar oportunidades de desenvolvimento na cadeia produtiva de fibras naturais” (Foto: Divulgação)

“O evento objetiva identificar oportunidades de desenvolvimento na cadeia produtiva de fibras naturais, além de contribuir com a definição das ações prioritárias de interesse do setor e seu relacionamento com os mercados interno e externo”, explica o presidente do Sindifibras, Wilson Andrade.

Andrade informa que as exportações de fibras de sisal no ano passado, incluindo fibras e produtos manufaturados, chegaram a US$ 90 milhões, equivalente à quantidade de 50 mil toneladas, resultando no preço médio de US$ 1,8 mil por tonelada. “Apesar do bom volume de captação de divisas, o mais importante é o impacto social da atividade que gera emprego e renda no semiárido do estado, atingindo mais de 300 mil pessoas que têm poucas alternativas de produção devido às constantes secas que atingem a região”, completa.

A CSFN é composta por representantes de diferentes órgãos governamentais, empresariais, agentes financeiros e da academia, como MAPA; Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Sebrae; Banco do Brasil (BB), dentre outros. Para a reunião também estarão presentes representantes da Seagri, Fieb, Faeb, Senar, Sebrae, SDR, SDE, Sindifibras e Sindifite.

“A Câmara é um importante fórum de discussão entre os diversos elos das cadeias produtivas, reunindo entidades representativas de produtores, empresários, instituições bancárias e de outros parceiros no setor, além de representantes de órgãos públicos e de dirigentes governamentais. Nos encontros são discutidas questões que possam interferir no desenvolvimento do setor produtivo e afetar a renda do produtor rural, no sentido de indicar e apontar soluções, desde a produção até a comercialização”, informa Andrade.

Sindifibras

O Sindifibras (Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais no Estado da Bahia) congrega as empresas baianas nas áreas de fibras naturais, principalmente sisal, piaçava e coco. Defende as relações de trabalho no segmento, contribui para o desenvolvimento do setor e pela promoção das fibras naturais no mundo todo. Junto aos empresários da categoria, oferece apoio no relacionamento entre associados, colaboradores e instituições governamentais.

No âmbito internacional, o Sindifibras também exerce papel fundamental. Seus dirigentes procuram influir junto às organizações internacionais que definem e sugerem políticas globais e regionais, como a FAO (Food and Agriculture Organization da ONU), CFC (Common Fund for Commodities) e Unido (United Nations Industrial Development Organization). Também tem destaque no setor privado mundial, tendo assumido a primeira presidência da INFO – International Natural Fibres Organization, com sede em Amsterdam e a coordenação do Grupo Intergovernamental de Fibras da FAO. As parcerias e trocas de experiências com vários países produtores e consumidores também trazem vantagens aos produtores brasileiros pelo acesso às novas tecnologias, variedades e técnicas de manejo.

No território nacional, o Sindifibras presidiu a Câmara Setorial de Fibras Naturais, no âmbito do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), secretaria a Câmara Estadual de Fibras Naturais, no âmbito da SEAGRI (Secretaria da Agricultura do Estado da Bahia) e funciona como fórum democrático e participativo dos principais agentes privados e governamentais, onde são geradas políticas para o desenvolvimento das cadeias produtivas do setor.

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