Vendas do varejo na Bahia caem 1,1% de junho para julho

Os recuos nos segmentos de combustíveis e lubrificantes e tecidos, vestuário e calçados foram, mais uma vez, os que mais contribuíram para a retração do comércio baiano como um todo (Foto: CNC)

As vendas do varejo na Bahia caíram  -1,1%  em julho em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após terem crescido 1,5% de maio para junho. Foi um recuo mais intenso do que o verificado no país como um todo (-0,5%). De junho para julho, o comércio recuou em 17 dos 27 estados, com destaques negativos para Acre (-6,1%), Amazonas (-5,0%) e Amapá (-3,7%). Dentre os estados com aumento nas vendas, as maiores altas ocorreram em Espírito Santo (0,9%), Sergipe (0,8%) e São Paulo (0,8%).

Na comparação julho/18 com julho/17, as vendas na Bahia também caíram (-3,1%) muito mais que a média nacional (-1,0%). Nesse confronto, o desempenho do varejo foi negativo em 16 dos 27 estados, com as maiores quedas no Amapá (-9,0%), Distrito Federal (-6,0%) e em Minas Gerais (-5,9%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados hoje pelo IBGE.

Com o retorno aos resultados negativos em julho, o varejo baiano voltou a intensificar seu ritmo de queda no acumulado no ano de 2018, chegando a -0,9% (em junho, havia sido -0,5%). A Bahia foi um dos seis estados que apresentam queda em julho e teve um resultado bem abaixo da média nacional (2,3%).

Nesse indicador acumulado no ano (sempre frente ao mesmo período do ano anterior), o comércio varejista baiano vem em quedas consecutivas, mês a mês, há mais de três anos e meio, desde janeiro de 2015.

Já nos 12 meses encerrados em julho, as vendas do comércio varejista na Bahia se mantêm com um resultado positivo de 0,4%, embora seja um crescimento menor do que o verificado no acumulado até junho (0,7%). Foi o sexto resultado positivo para o varejo baiano nessa comparação.

Nessa taxa anualizada, o varejo brasileiro apresenta avanço de 3,2% em julho, com vendas crescendo em 22 dos 27 estados.

Vendas de combustíveis e vestuário 

Em julho, na Bahia, 5 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram quedas nas vendas, frente ao mesmo mês de 2017.

Em termos de magnitude da taxa, o maior recuo ocorreu no segmento de Livros, jornais, revistas e papelaria (-21,5%), porém as quedas nas vendas de Combustíveis e lubrificantes (-16,1%) e Tecidos, vestuário e calçados (-16,3%) foram, mais uma vez, as que mais contribuíram para a retração do varejo baiano como um todo.

O volume das vendas de combustíveis seguiu negativo pelo 11º mês consecutivo (as vendas caem seguidamente desde setembro de 2017). É o setor do varejo baiano com o pior desempenho, acumulando retração de 14,3% no ano de 2018.

As vendas do setor de vestuário tiveram em julho seu quarto recuo consecutivo e apresentam o segundo recuo mais intenso no acumulado em 2018 (-6,6%).

Uma outra influência negativa importante nas vendas do varejo baiano em julho veio do segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que voltou a recuar (-1,8%), depois de duas altas seguidas, em maio e junho.

Por outro lado, os destaques positivos no comércio da Bahia, em julho, mais uma vez, foram os segmentos de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (18,0%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,4%).

As vendas de produtos farmacêuticos e cosméticos registraram, sua décima alta consecutiva no estado e acumulam crescimento de 12,0% no ano. Já as de outros artigos de uso pessoal e doméstico seguem crescendo desde maio de 2017 – exercendo, mês a mês, uma das principais influências positivas no varejo baiano. A atividade reflete as compras em lojas de departamento e parte expressiva do varejo eletrônico (grandes sites de vendas).

Vendas do varejo ampliado baiano

Na Bahia, as vendas do comércio varejista ampliado voltaram a cair em julho (-2,6%), frente ao mês anterior, após apresentar resultado positivo em junho (+4,5%). O resultado foi o quinto pior do país, nessa comparação, ficando abaixo também da média nacional (-0,4%).

Na comparação com julho de 2017, o varejo ampliado baiano também teve queda nas vendas (-0,8%) e um desempenho pior que a média nacional (+3,0%).

Com este resultado, o acumulado no ano das vendas do comércio varejista ampliado na Bahia desacelerou, de 3,7% em junho para 2,6% em julho. Nos 12 meses encerrados em julho, a variação também desacelerou, mas ainda se manteve positiva (3,5%).

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

Frente a julho de 2017, as vendas de veículos, motos, partes e peças desaceleraram o crescimento (+5,8%), após apresentar alta de 13,8% em junho. Com o resultado, o acumulado no ano, para o setor, também desacelerou, de 13,8% em junho para 12,6% em julho.

Já as vendas de material de construção aprofundaram a queda registrada em junho, passando de -1,3% para -2,2%, levando a uma desaceleração no acumulado no ano, de 4,1% em junho para 3,2% em julho.

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