IBGE confirma safra recorde de grãos na Bahia em 2018

Doze das 26 safras de produtos investigadas na Bahia devem crescer em relação a 2017 (Foto: Divulgação/Aiba)

Com seguidas revisões para cima desde fevereiro deste ano e sem alterações em relação à previsão de julho, a estimativa em agosto é que a Bahia tenha em 2018 uma safra recorde de cereais, leguminosas e oleaginosas (também conhecidas como grãos), totalizando 9.246.519 toneladas, o que representa um aumento de 14,5% em relação à safra 2017 (8.078.077 toneladas).

Enquanto as estimativas para a Bahia continuam sendo de uma safra maior neste ano, no país como um todo, a previsão de queda aprofundou de -5,7% em julho para -6,2% em agosto, totalizando 225,8 milhões de toneladas, menos 14,8 milhões de toneladas frente à safra de 2017 (240,6 milhões de toneladas).

Segundo a estimativa de agosto, a Bahia deve continuar contribuindo com 4,1% para a produção nacional de grãos neste ano, mantendo-se como oitavo maior produtor nacional. Mato Grosso deverá continuar na liderança, com uma participação de 26,6%, seguido pelo Paraná (15,8%) e Rio Grande do Sul (14,8%).

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.

12 das 26 safras de produtos investigados na Bahia devem ser maiores 

Sem variações em relação à previsão de julho e com algumas colheitas praticamente concluídas, a estimativa de agosto é que 12 das 26 safras investigadas pelo LSPA na Bahia tenham aumento de produção neste ano, em relação a 2017.

As maiores estimativas de crescimento, em termos absolutos, no estado, continuam sendo as de cana-de-açúcar (+1,4 milhão de toneladas), soja (+631,2 mil toneladas), milho 1ª safra (+427,6 mil toneladas) e algodão herbáceo (+309,5 mil toneladas).

Por outro lado, as safras baianas com maiores estimativas de queda, em toneladas, permanecem as de mandioca (-551,1 mil toneladas), banana (-247 mil toneladas) e laranja (-177 mil toneladas).

A lista completa está na tabela a seguir.

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