Bahia segue na liderança nos rebanhos de caprinos e ovinos

Bahia aumenta participação no efetivo nacional de caprinos (de 28,1% para 30,9%) e ovinos (19,0% para 20,9%), segundo o IBGE

Em 2017, o efetivo nacional de caprinos (bodes, cabras e cabritos) foi de 9,59 milhões de cabeças, uma queda de 1,8% em comparação a 2016. A Região Nordeste respondeu por 93,2% do rebanho total de caprinos, sendo a Bahia o estado com maior contingente dessa espécie, abrigando 30,9% do efetivo nacional de caprinos. Os dados são da pesquisa da Produção da Pecuária Municipal (PPM), divulgada hoje pelo IBGE.

O município baiano de Casa Nova, com 498.832 cabeças de caprinos, continua com a primeira posição no ranking nacional da espécie. Já os municípios de Juazeiro (da 4ª 3ª), Curaçá (da 5ª para 4ª), Uauá (da 8ª para 5º) e Remanso (da 9ª para 6ª) subiram de posição.

Bahia responde por 20,9% dos ovinos do país

O efetivo brasileiro de ovinos (ovelhas, carneiros e borregos) foi de 17.976.367 milhões de cabeças em 2017, com variação de -2,3% em relação a 2016. A região Nordeste também tem a maior concentração desses animais, com 64,2% do rebanho nacional.

A Bahia detém o maior rebanho de ovinos entre os estados, com 3.763.732 animais ou 20,9% do total de ovinos brasileiros. O estado está praticamente empatado com o Rio Grande do Sul, onde estão 3.437.307 ovinos (19,1%). Ceará e Pernambuco aparecem em seguida com, respectivamente, 12,5% e 12,2% do total nacional.

O município baiano de Casa Nova, com 427.886 animais (2,4% do total nacional), tem o maior efetivo de ovinos do país, seguido pelos municípios de Santana do Livramento – RS (344.785) e Juazeiro – BA (242.570), que passou da 5ª para a 3ª posição no ranking nacional, de 2016 para 2017.

Campo Alegre de Lourdes é o 3º maior produtor de mel de abelha do país

Em 2017 foram produzidas 41,6 mil toneladas de mel em 3.879 municípios brasileiros, um aumento de 5,0% na produção nacional em relação ao ano anterior. O valor da produção foi de R$ 513,9 milhões.

A Região Sul, principal produtora de mel, foi responsável por 39,7% do total nacional. A Região Nordeste, favorecida pelo aumento da ocorrência de chuvas, após seis anos consecutivos de estiagem, também se destacou, subindo sua participação para 30,7% da produção brasileira de mel.

Já a produção de mel na Bahia caiu da 6ª para a 7ª posição no ranking nacional, com uma produção 4,8% menor (-172,1 toneladas) do que a registrada no ano anterior (3,579 mil toneladas). Em contrapartida, o valor da produção do mel aumentou 2,0% ou R$ 765 mil a mais do que o registrado em 2016 (R$ 36,2 milhões).

O município baiano de Campo Alegre de Lourdes subiu três posições no ranking nacional, tornando-se o 3º maior município produtor de mel de abelha do país. O município produziu, em 2017, 592 toneladas de mel de abelha, um aumento de 52,2% em relação à produção de 2016 (389 toneladas).

Bahia passa a ser o segundo maior estado produtor de peixes jovens 

A produção brasileira de alevinos (formas jovens de peixes) foi de 1.200.828 milheiros em 2017, 5,4% maior que a de 2016. A Bahia ultrapassou São Paulo, ficando na 2ª posição no ranking da produção nacional de alevinos, com 131.429 milheiros, 10,9% do total nacional. A liderança continua com o Paraná, que responde por 25,8% da produção nacional, com 309.984 milheiros produzidos em 2017.

O município baiano de Paulo Afonso segue como principal município produtor com 112.795 milheiros – quase 1 em cada 10 existentes no país, ou 9,4% do total nacional. Em seguida vieram Toledo (PR), com 66.867 milheiros e Nova Aurora (PR), com 59.124 milheiros.

Glória possui 3ª maior produção de peixes criados em cativeiro do país 

A produção total da piscicultura (de peixes criados em cativeiro) brasileira foi de 485,2 mil toneladas em 2017 – uma queda de 2,6% em relação ao ano anterior. A produção aumentou nas Regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste, enquanto houve grande queda na Região Norte, anteriormente líder do ranking.

O Paraná assumiu a liderança entre os estados, após um aumento considerável na despesca, chegando a 98,0 mil toneladas produzidas em 2017. Em seguida apareceram São Paulo (47,5 mil toneladas), Rondônia (39,8 mil toneladas) e Mato Grosso (36,6 mil toneladas).

A Bahia, que ocupava a 13ª posição em 2016, passou para a 11ª, com uma produção de 16,0 mil toneladas, um aumento de 49,0% em relação à produção de 2016 (10,7 mil toneladas).

Glória  passou da 9ª para a 3ª posição no ranking dos maiores municípios produtores de peixes em cativeiro, com um aumento de 67,9%, de 2016 para 2017. O município produziu 10,5 mil toneladas de peixes em 2017, 4,2 mil toneladas a mais do que o produzido no ano anterior. Nova Aurora (PR) e Aparecida do Taboado (MS) ocuparam o primeiro e o segundo lugares no ranking, com 12,6 e 11,0 mil toneladas, respectivamente.

Bahia permanece com terceiro maior efetivo de equinos do país

O efetivo nacional de equinos foi de 5,5 milhões de cabeças em 2017, uma redução de 1,3% em relação ao registrado em 2016. A Bahia segue como terceiro estado em efetivo de equinos, com 493.668 animais (9,0% do total nacional), atrás apenas de Minas Gerais (808.349 animais, ou 14,7% do efetivo nacional) e Rio Grande do Sul (553.191 animais ou 10,1%).

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