Com mecanização, emprego no campo tem queda de 10,7%

A agropecuária baiana dava trabalho para 2,078 milhões de pessoas em 2017

A agropecuária baiana dava trabalho, no ano passado,  para 2,078 milhões de pessoas, 10,7% menos do que em 2006, quando havia 2,326 milhões de pessoas ocupadas nos estabelecimentos agropecuários do estado. Embora tenha a maior população total ocupada nos estabelecimentos agropecuários, a Bahia tem uma das menores médias de trabalhadores por estabelecimento: 2,7 em 2017, menor que a média nacional (3,0 pessoas ocupadas por estabelecimento) e a quinta menor entre os estados. Os dados são do do Censo Agropecuário 2017, divulgado hoje pelo IBGE.

O pessoal ocupado nos estabelecimentos agropecuários vem caindo na Bahia desde o Censo Agropecuário de 1996. Em contrapartida, o número de tratores existentes nos estabelecimentos agropecuários baianos aumenta a cada Censo, desde 1975 e cresceu 39,7% entre 2006, quando havia 27.587, e 2017, quando foram identificados 38.538 tratores nos estabelecimentos baianos.

Bahia tem o segundo maior percentual de mulheres produtoras 

Na Bahia, em 2017, 1 em cada 4 produtores agropecuários era mulher. Elas representavam 25,6% do total, ou 194.533 dos 760.373 produtores recenseados. Era o segundo maior percentual de produtoras mulheres no país, menor apenas que o de Pernambuco, onde 27,2% dos produtores agropecuários eram do sexo feminino (76.289 em números absolutos). No país como um todo, 18,7% dos produtores agropecuários eram mulheres, 945.490 em números absolutos.

No ano passado, em quatro municípios baianos havia mais mulheres do que homens à frente dos estabelecimentos agropecuários: Feira de Santana (55,7% dos produtores eram mulheres), Santo Estêvão (55,5%), Antônio Cardoso (51,0%) e Pedrão (50,9%).

A participação feminina à frente dos estabelecimentos agropecuários brasileiros e baianos cresceu de forma significativa em relação a 2006, quando elas representavam 12,7% dos produtores no país e 17,9% dos baianos. Em 2006, Sergipe tinha a maior participação feminina e a Bahia ocupava o terceiro lugar. Todos os estados brasileiros tiveram aumento do percentual de mulheres produtoras agropecuárias, entre 2006 e 2017.

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