Vendas do varejo baiano caem 1,1% de janeiro para fevereiro

Quedas nas vendas de hiper e supermercados (-6,8%) e combustíveis (-9,7%) seguem puxando o setor para baixo na Bahia

Em fevereiro, as vendas do varejo na Bahia mantiveram-se em queda (-1,1%) em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Foi o sexto pior resultado entre os estados nessa comparação e ficou abaixo da média nacional (-0,2%). Na passagem de janeiro para fevereiro de 2018, na série com ajuste sazonal, as vendas no comércio varejista avançaram em 12 das 27 Unidades da Federação, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para Tocantins (9,9%). Por outro lado, Rio Grande do Norte (-3,2%) e Distrito Federal (-3,0%) apresentaram os maiores recuos nas vendas nessa comparação. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada hoje (12/04/18) pelo IBGE.

Na comparação fevereiro/18 com fevereiro/17, as vendas na Bahia também caíram (-2%), aprofundando o recuo de -1,3% registrado no mês anterior. Nessa comparação, o varejo brasileiro teve crescimento de +1,3% nas vendas, também com resultados positivos em 17 estados, liderados por Tocantins (19,7%), Espírito Santo (16,9%) e Roraima (12,0%). Por outro lado, Goiás (-9,7%) e Distrito Federal (-3,0%) figuraram com as taxas mais negativas dentre todas as Unidades da Federação.

No acumulado do ano, as vendas na Bahia apresentam um recuo de -1,7%, muito abaixo do crescimento registrado no país como um todo (+2,3%).

Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o varejo baiano mostra variação positiva (+0,3%) no volume de vendas, enquanto nacionalmente se verifica um crescimento de +2,8%, com resultados positivos em 20 estados.

Nessa taxa anualizada, as vendas do comércio varejista na Bahia mostram uma primeira variação positiva, após quedas seguidas desde maio de 2015 (-0,5%).

Hiper e supermercados  e combustíveis seguem puxando o varejo para baixo

Em fevereiro, na Bahia, 3 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram resultados negativos: combustíveis e lubrificantes (-9,7%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-6,8%) e tecidos, vestuário e calçados (-5,8%).

Pela sua importância na estrutura do comércio varejista, os recuos nas vendas de hiper e supermercados e combustíveis foram os que mais contribuíram para o desempenho negativo do varejo baiano em fevereiro.

O setor de hiper e supermercados (-6,8%) vem em quedas seguidas desde maio de 2015 (-4,9%) e teve uma leve aceleração de recuo em relação ao resultado de janeiro (-6,6%).

Nacionalmente, as vendas dos super e hipermercados também caíram (-0,6%), influenciando no decréscimo de -0,2% no volume de vendas do comércio varejista do país.

Os combustíveis, por sua vez, tiveram em fevereiro, na Bahia, seu sexto recuo consecutivo (-9,7%). A situação não é muito diferente da verificada para o Brasil como um todo, em que os combustíveis apresentam quedas seguidas no volume de vendas desde julho de 2017 e são uma das principais pressões de baixa para o varejo em geral.

Na Bahia, as vendas de vestuário (-5,8%) tiveram o terceiro recuo consecutivo em fevereiro, após terem crescido durante quase todo o ano de 2017.

5 das 8 atividades do varejo restrito baiano têm vendas maiores em fevereiro

Os destaques positivos do varejo baiano em fevereiro de 2018, em termos de magnitude do aumento das vendas, foram para os setores de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+25,1%) e de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+12,4%).

Em consequência do seu peso no varejo baiano, as vendas de produtos farmacêuticos e de outros artigos de uso pessoal e doméstico (+8,8%) tiveram as principais contribuições positivas para o comércio em fevereiro.

Também apresentaram resultados positivos, no mês, as vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (+12,3%); e móveis e eletrodomésticos (+3,3%).

Varejo ampliado  também apresenta queda 

Na Bahia, as vendas do comércio varejista ampliado tiveram queda de -0,2% em fevereiro, na comparação com o mês anterior. O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas das atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

O desempenho do varejo ampliado baiano no mês ficou próximo da média nacional, também negativa (-0,1%). Na comparação com fevereiro do ano passado, as vendas do comércio varejista ampliado na Bahia tiveram crescimento de +3,3%, abaixo da média nacional (+5,2%).

Tanto no acumulado no ano (+4,4%) quanto nos 12 meses encerrados em fevereiro (+2,9%), as vendas no varejo ampliado da Bahia apresentaram resultados positivos, mas abaixo da média nacional (+5,9% e 5,4% respectivamente).

Em fevereiro, as vendas de veículos, motos, partes e peças cresceram +19,4% no estado, desacelerando em relação ao resultado de janeiro (+25,1%). A atividade mostra crescimento seguidamente desde maio de 2017 e acumula alta de +8,7% nos 12 meses encerrados em fevereiro.

As vendas de material de construção também continuam a crescer (+7,0%), embora em menor ritmo, após apresentar alta de +8,0% em janeiro, e já acumulam +7,3% nos 12 meses encerrados em fevereiro.

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