Engenharia aplicada à indústria 4.0 exige novo perfil profissional

Complexo Industrial da Dow em Aratu, na Bahia (Foto: Divulgação)

A evolução exponencial da tecnologia transforma não apenas os processos industriais, mas modifica drasticamente a engenharia, criando demanda por engenheiros com habilidade para trabalhar com robótica e inteligência artificial. Na Dow, indústria química presente na Bahia há mais de 40 anos, o foco em inovação e sustentabilidade cria um ambiente propício ao desenvolvimento de novos processos de engenharia.

Líder de operações nas Unidades de POPG e Operações Ambientais, do Complexo Industrial de Aratu, localizado em Candeias (BA), Luciana Peroba afirma que o uso de drones na área industrial, realizando inspeções em espaços confinados, representa a evolução contínua nos processos. “O uso adequado das novas tecnologias no site melhora os processos de segurança e garante excelência na execução do trabalho”, comenta.

Graduada em Engenharia, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com MBA em Gestão de Negócios, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Luciana tem uma visão otimista, e acredita que a área de engenharia é promissora. Para ela, a quarta revolução industrial e o surgimento da indústria 4.0 está trazendo muitos benefícios aos profissionais, às empresas e à sociedade.

“No entanto, nós engenheiros, precisamos desenvolver novas habilidades e competências para atuar nesse ambiente tão inovador e tecnológico”, afirma Luciana. E ela não se refere apenas à capacidade de utilizar novas tecnologias, mas destaca a importância de aprender mais sobre gestão de processos, projetos e pessoas, e até a aptidão para negociar em momentos de crise.

Treinamentos

Com a missão de liderar 30 pessoas, criando um ambiente propício à inovação, ao desenvolvimento do time e ao cumprimento das metas da Companhia, Luciana destaca que os treinamentos que teve na área de pessoas, no qual desenvolveu a capacidade de liderar pelo exemplo, foram tão importantes quanto os cursos da área técnica. “Hoje, o mercado oferece melhores oportunidades para os engenheiros com formação multidisciplinar, que conhecem a área técnica, mas têm uma visão mais ampla”, destaca.

Para Luciana, o Brasil ainda tem muito a avançar no que se refere à indústria 4.0, ou manufatura avançada, o que torna a área de engenharia uma promessa de grandes oportunidades. Ao revolucionar os processos produtivos, para gerar produtos sustentáveis, inovadores e customizados, as indústrias precisam de profissionais qualificados. “Eu sou otimista em relação ao futuro, a inteligência humana e a artificial vão trabalhar juntas”, opina. “A engenharia vai se adequar a isso, com novos focos de atuação”, resume Luciana Peroba.

[box type=”note” align=”alignright” class=”” width=””]Presente no Brasil desde 1956, a Dow emprega cerca de 2.800 pessoas em 8 unidades fabris, 3 centros de pesquisa e 2 escritórios, entre eles a Diamond Tower, sede da Companhia na América Latina, localizada na cidade de São Paulo (SP). As unidades de produção e pesquisa da Dow no Brasil estão localizadas nos Estados da Bahia (Aratu), São Paulo (Guarujá, Hortolândia, Jacareí, Jundiaí e São Paulo), Minas Gerais (Santos Dumont e Santa Vitória) e Pará (Breu Branco). Ao mesmo tempo em que está comprometida com a solução de problemas globais, a Dow Brasil desenvolve ações focadas nas necessidades regionais e locais. A empresa mantém diversos programas de impacto social, em benefício das comunidades onde está inserida, investindo US$ 3,7 milhões nos últimos 5 anos e impactando aproximadamente 1 milhão de pessoas. [/box]

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