Vendas no varejo começam o ano com queda na Bahia

Nos 12 meses encerrados em janeiro, o varejo baiano mostra variação negativa (-0,1%) no volume de vendas (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

As vendas do varejo na Bahia mantiveram-se em janeiro em queda (-0,9%) em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais (que desconsidera, por exemplo, o efeito do Natal), após o recuo que havia sido registrado de novembro para dezembro/17 (-2,8%). Foi o terceiro pior resultado entre os estados nessa comparação, acima apenas das retrações verificadas em Goiás (-2,1%) e Espírito Santo (-2,9%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados hoje pelo IBGE.

No país como um todo, de dezembro para janeiro, as vendas cresceram 0,9%, com resultados positivos em 19 dos 27 estados e destaque para os desempenhos de Roraima (8,6%), Amapá (8,4%) e Rio Grande do Norte (7,6%).

Frente ao mesmo mês de 2017, em janeiro/18 as vendas na Bahia também caíram (-1,1%), voltando a apresentar resultados negativos após dois aumentos seguidos, em novembro (6,2%) e dezembro (3,5%) do ano passado.

Nessa comparação, o varejo brasileiro teve crescimento de 3,2% nas vendas, também com resultados positivos em 19 estados, liderados por Rondônia (18,2%), Santa Catarina (15,5%) e Roraima (14,5%).

Nos 12 meses encerrados em janeiro, o varejo baiano mostra variação negativa (-0,1%) no volume de vendas, enquanto nacionalmente se verifica um crescimento de 2,5%, com resultados positivos em 18 estados. Nessa taxa anualizada, as vendas do comércio varejista na Bahia vêm em quedas seguidas desde maio de 2015 (-0,5%), mas apresentaram em janeiro (-0,1%) seu resultado menos negativo nesse período.

Supermercados e combustíveis  seguem puxando o varejo para baixo 

Em janeiro, na Bahia, 3 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram resultados negativos: combustíveis e lubrificantes (-9,6%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-6,6%); e tecidos, vestuário e calçados (-2,2%).

Pela sua importância na estrutura do comércio varejista, os recuos nas vendas de hiper e supermercados e combustíveis foram os que mais contribuíram para o desempenho negativo do varejo baiano em janeiro – mantendo a conjuntura já verificada no resultado final do ano de 2017.

Os hiper e supermercados são a atividade com maior peso no comércio e, na Bahia, seguem apresentando quedas nas vendas, mês a mês, desde maio de 2015. Em janeiro (-6,6%), o ritmo de recuo nas vendas desse setor voltou a acelerar, depois de ter diminuído em dezembro do ano passado (-3,8%).

Já nacionalmente, as vendas dos super e hipermercados se mantêm no positivo mês a mês desde junho de 2017 e têm sido uma das principais influências positivas para o desempenho do varejo em geral.

Os combustíveis, por sua vez, tiveram em janeiro, na Bahia, seu quinto recuo consecutivo (-9,6%). A situação não é muito diferente da verificada para o Brasil como um todo, em que os combustíveis apresentam quedas seguidas no volume de vendas desde julho de 2017 e são uma das principais pressões de baixa para o varejo em geral.

Na Bahia, as vendas de vestuário (-2,2%) tiveram o segundo recuo consecutivo, em janeiro, após terem crescido durante quase todo o ano de 2017.

5 das 8 atividades do varejo restrito baiano têm vendas maiores em janeiro

Os destaques positivos do varejo baiano em janeiro de 2018, em termos de magnitude do aumento das vendas, foram para as atividades de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (16,0%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (15,3%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,6%).

Entretanto, como têm maior peso na estrutura de receitas do varejo no estado, os outros artigos de uso pessoal e doméstico deram a maior contribuição positivo para o desempenho no mês.

As vendas desse setor permanecem em alta desde maio de 2017, mantendo um forte ritmo de crescimento e acumulando aumento de 9,8% nos 12 meses encerrados em janeiro. A atividade reflete as compras em lojas de departamento e parte expressiva do varejo eletrônico (grandes sites de vendas).

Embora tenha registrado aumento das vendas em janeiro (3,5%), o setor de móveis e eletrodomésticos mostrou perda de fôlego em relação aos meses anteriores – quando chegou a ter altas de mais de 40,0%. O volume de vendas de móveis e eletrodomésticos aumenta desde março de 2017 e acumula crescimento de 27,1% nos 12 meses encerrados em janeiro.

Varejo ampliado baiano se mantém em alta em janeiro

Na Bahia, as vendas do comércio varejista ampliado cresceram 5,5% na comparação janeiro 18/ janeiro 17. O varejo ampliado engloba o varejo restrito mais as vendas das atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

O desempenho do varejo ampliado baiano no mês ficou bem acima do patamar do varejo restrito (-1,1%), embora um pouco abaixo da média nacional (6,5%). Nos 12 meses encerrados em janeiro, o varejo ampliado no estado acumula alta de 1,9%, também abaixo do país como um todo (4,6%).

Em janeiro, as vendas de veículos cresceram 25,1%, com forte aceleração em relação ao resultado de dezembro (3,1%). A atividade que mostra crescimento seguidamente desde maio de 2017 e acumula alta de 6,0% nos 12 meses encerrados em janeiro. Já as vendas de material de construção voltaram a crescer (8,0%), após queda em dezembro/17 (-1,7%), e também estão positivas no acumulado em 12 meses (5,8%).

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