Suzano e Fibria formam gigante do setor de celulose

Companhia resultante dessa união, contará com 11 unidades industriais e capacidade de produção anual de 11 milhões de toneladas de celulose de mercado e de 1,4 milhão de toneladas de papel

A Suzano Papel e Celulose anunciou hoje  a assinatura de acordo que resultará na combinação dos ativos e bases acionárias da Suzano e da Fibria Celulose S.A. A operação será concluída após a aprovação pelas assembleias de acionistas da Suzano e da Fibria e da análise e aprovação pelos órgãos reguladores, entre outras condições precedentes usuais para este tipo de transação. Após a conclusão da operação, a Suzano será a maior empresa brasileira do agronegócio e a 5ª maior companhia não financeira do Brasil.

“Estamos transformando em realidade o sonho de criar uma empresa que será um orgulho para o Brasil em um setor que o País já é um orgulho: o agronegócio”, diz Walter Schalka, presidente da Suzano Papel e Celulose. “A gente planta, colhe, produz e transforma a celulose, uma matéria-prima renovável que é a base de produtos que fazem parte da vida das pessoas em todo o mundo”.

A Suzano e a Fibria, que já têm valores e princípios similares, construirão um futuro juntas. A companhia resultante dessa união terá 37 mil colaboradores (diretos e terceiros), com ativos estrategicamente posicionados no Brasil e no mundo. Com 11 unidades industriais e capacidade de produção anual de 11 milhões de toneladas de celulose de mercado e de 1,4 milhão de toneladas de papel, com volumes anuais de exportação de cerca de R$ 18 bilhões e investimentos anuais previstos para 2018 de aproximadamente R$ 6,4 bilhões. Seu custo caixa estará entre os mais baixos do mundo no setor, solidificando sua eficiência e ampliando sua competitividade no mercado internacional, disputado por mais de 50 players.

“Estamos anunciando uma transação equilibrada e que reafirma a nossa estratégia de negócios”, explica Schalka. O compromisso firmado entre os controladores da Suzano e da Fibria estipula que uma ação da Fibria receberá R$ 52,50 por ação, corrigidos pelo CDI desde esta data até a liquidação financeira da operação, além de 0,4611 ação da Suzano, ajustadas conforme os documentos da operação.

Bolsa

A Suzano lançará ADR Nível 3 na Bolsa de Nova York (NYSE), manterá classe única de ações, 100% de Tag Along e passará a ter Free Float superior a 50%. Nos próximos meses, a Suzano buscará os registros pertinentes na SEC (Securities and Exchange Commission), ou terá obtido sua isenção, e serão convocadas as Assembleias de acionistas da Suzano e da Fibria.

Em nota a empresa diz que, com o anúncio de hoje, “a Suzano reforça seu compromisso com os mais altos níveis de Governança Corporativa, com bases ainda mais sólidas de transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. Recentemente, em novembro de 2017, a companhia ingressou no Novo Mercado da B3, convertendo suas ações preferenciais em ordinárias na proporção de um para um. Esse movimento representou um passo estratégico para novos ciclos de crescimento como o que está sendo anunciado hoje, reafirmando seu compromisso com o Brasil, com o mercado de capitais e todos os stakeholders (públicos de interesse)”.

A empresa terá forte geração de caixa, foco em Investment Grade, e reforça sua Política Financeira, que prevê uma alavancagem alvo entre 2,0 e 3,0 vezes Dívida Líquida/EBITDA no longo prazo. Estimativas preliminares de analistas indicam valor presente de sinergias de cerca de R$ 8 a R$ 10 bilhões nas áreas florestal, de logística e suprimentos, entre outros. A transação contou com linhas de financiamento de um grupo de bancos internacionais (BNP Paribas, J.P. Morgan, Mizuho e Rabobank).

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