Gasolina dispara e puxa a alta da inflação na RMS em fevereiro

A gasolina foi a principal responsável pela alta da inflação em Salvador (Foto: Tony Winston/AG. Brasília)

O  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficou em 0,78% em fevereiro, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), sendo a maior taxa em todo o país e ficando bem acima da média nacional (0,38%). Os menores índices foram registrados em Brasília (-0,09%), Goiânia e na Região Metropolitana de Fortaleza, ambas com 0,13%. O IPCA-15, divulgado hoje  pelo IBGE, é considerado uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA. Para cálculo do IPCA-15 de fevereiro foram considerados os preços de 16 de janeiro a 15 de fevereiro de 2018.

Com o resultado de fevereiro, no acumulado em 12 meses, o IPCA-15 da Região Metropolitana de Salvador ficou em 1,77%. O índice desacelerou pelo quarto mês consecutivo, ficando abaixo do acumulado nos 12 meses encerrados em janeiro (1,84%) e também da média nacional (2,86%).

O quadro a seguir mostra os principais resultados do IPCA-15 de fevereiro para Brasil e cada uma das áreas pesquisadas.

Transportes 

Dos nove grupos de produtos e serviços que formam o IPCA-15, seis tiveram altas em fevereiro, na Região Metropolitana de Salvador. Após desacelerar em janeiro (0,18%), os Transportes voltaram a aumentar em fevereiro (2,58%), registrando a maior alta no IPCA-15 de fevereiro e exercendo a principal influência para cima na prévia da inflação do mês.

Esse aumento foi puxado principalmente pelos combustíveis (7,3%), sob influência da gasolina (7,8%) e do etanol (7,6%). A variação no Transporte Público (1,63%), sobretudo no ônibus urbano (1,78%) também foi importante para esse aumento.

A alta dos gastos com Alimentação e Bebidas também foi significativa na prévia da inflação de fevereiro, na Região Metropolitana de Salvador. Apesar de terem apresentado a terceira maior variação dentre os grupos (0,8%), como pesam muito no orçamento, Alimentação e Bebidas tiveram a segunda maior contribuição no IPCA-15 do mês.

Os aumentos na Alimentação fora do Domicílio (1,63%) e no Domicílio (0,43%), este último puxado pela variação no tomate (48,0%), na cebola (24,8%) e na farinha de mandioca (2,55%), foram as principais pressões de alta no grupo Alimentação e Bebidas.

Por outro lado, três grupos registraram deflação no IPCA-15 de fevereiro: Habitação (-0,86%), Vestuário (-0,31%) e Despesas Pessoais (-0,09%). Dentre os gastos com moradia, destacaram-se as variações negativas do gás de botijão (-8,0%) e da energia elétrica (-1,9%).

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