Comércio baiano fechou 2017 com queda de 0,3% nas vendas

Considerando automóveis e material de construção (varejo ampliado), vendas na Bahia cresceram 3,5% em dezembro e fecharam 2017 no positivo (1,2%)

As vendas do varejo na Bahia em dezembro passado  voltaram a recuar (-1,9%) em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais (que desconsidera, por exemplo o Natal), após o crescimento que havia sido registrado em novembro (6%). Os resultados de novembro para as vendas na Bahia foram revistos para cima em consequência da retificação de informações prestadas ao IBGE por parte de empresas.

No país como um todo, de novembro para dezembro, o varejo teve queda de 1,5%, com quase todos os estados apresentando resultados negativos – à exceção da Paraíba, onde as vendas cresceram 1,2%.

Já frente ao mesmo mês de 2016, em dezembro/17 as vendas na Bahia cresceram 3,5%, sustentando o segundo aumento consecutivo e apresentando o melhor resultado para o mês desde 2013 (4,4%). Nessa comparação, o estado ficou um pouco melhor que o país como um todo (+3,3%), e os destaques positivos foram para as vendas no Rio Grande do Sul (14,6%), Mato Grosso (13,4%) e Rondônia (12,1%).

Os resultados positivos do final do ano ajudaram o varejo baiano a reduzir sua queda e fechar 2017 com uma variação negativa de 0,3% em relação ao 2016. Embora ainda não tenha retomado o crescimento, o volume de vendas teve seu menor recuo desde 2015 (-8,0%). Em 2016, as vendas haviam tido seu pior ano, com queda de 12,1%.

No país como um todo, as vendas do comércio varejista voltaram a apresentar resultado positivo em 2017 (+2,0%), após dois anos de queda. O movimento de recuperação foi seguido por 18 dos 27 estados, com destaque para Santa Catarina (13,5%), Amazonas (7,7%) e Alagoas (7,7%). Por outro lado, Distrito Federal (-6,6%), Roraima (-7,3%) e Goiás (-8,7%) tiveram os piores resultados.

Automóveis e material de construção 

Na Bahia, as vendas do comércio varejista ampliado – que engloba o varejo restrito mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção – cresceram 3,5% na comparação dezembro 17/ dezembro 16.

O desempenho do varejo ampliado no mês ficou no mesmo patamar do varejo restrito, mas ainda bem abaixo da média nacional (6,4%).

Em dezembro, as vendas de veículos se mantiveram em alta (3,1%), encerrando o ano com crescimento de 3,6%. Já as vendas de material de construção caíram em dezembro (-1,7%), após sete meses consecutivos de crescimento (desde maio/17), e fecharam o ano com crescimento de 5,6%.

Assim, o varejo ampliado baiano fechou 2017 no positivo (+1,2%), ainda que bem abaixo da média nacional (4,0%).

Hiper e supermercados 

Em 2017, na Bahia, 3 das 10 atividades do varejo e varejo ampliado tiveram resultados negativos: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-11,8%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-4,2%) e combustíveis e lubrificantes (-3,9%).

Por seu peso na estrutura do comércio no estado, as quedas nas vendas de hiper e supermercados e combustíveis foram, nessa ordem, as que mais contribuíram para o desempenho negativo do varejo no ano.

Os hiper e supermercados são a atividade mais importante tanto no varejo restrito quanto no varejo ampliado na Bahia e vêm apresentando quedas nas vendas, mês a mês, desde maio de 2015. Entretanto tiveram, no último mês do ano passado (-3,8%), uma redução significativa no ritmo de recuo. Esse movimento foi devido, em parte, à retificação de informações prestadas ao IBGE por empresas varejistas, que levaram também a uma revisão para cima do dado de novembro, de -15,5% para -2,6%.

Os combustíveis, por sua vez, tiveram em dezembro seu quarto recuo consecutivo (-10,6%), com aceleração na queda das vendas em relação a novembro (-6,3%, dado retificado para baixo) e aprofundando o resultado negativo do ano.

As vendas dos produtos farmacêuticos apresentaram movimento inverso: em quedas seguidas desde maio de 2017, se recuperaram nos três últimos meses do ano, chegando a um crescimento de 2,5% em dezembro, que não foi suficiente, porém, para que a atividade fechasse o ano no positivo.

Móveis e eletrodomésticos

Os destaques positivos do varejo baiano em 2017, em termos de magnitude do aumento das vendas, foram para as atividades de móveis e eletrodomésticos (28,0%), livros, jornais, revistas e papelaria (23,9%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,6%).

Entretanto, como têm maiores pesos na estrutura do varejo no estado, os móveis e eletrodomésticos e os outros artigos de uso pessoal e doméstico foram, nessa ordem, os que mais contribuíram positivamente para o desempenho geral do comércio no ano passado.

O volume de vendas de móveis e eletrodomésticos cresceu de forma bem intensa desde março de 2017, chegando a um incremento de 39,5% em dezembro.

Já as vendas dos outros artigos de uso pessoal e doméstico permaneceram em alta desde maio de 2017 e cresceram 11,7% no último mês do ano. Essa atividade reflete as compras em lojas de departamento e parte expressiva do varejo eletrônico (grandes sites de vendas).

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