Capa > Economia Baiana > Um milhão de jovens nem estudava nem trabalhava em 2016
Com crise no mercado de trabalho, o estado teve um dos maiores aumentos na proporção de jovens de 16 a 29 anos que não estudam nem trabalham  (Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas )
Com crise no mercado de trabalho, o estado teve um dos maiores aumentos na proporção de jovens de 16 a 29 anos que não estudam nem trabalham (Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas )

Um milhão de jovens nem estudava nem trabalhava em 2016

Na Bahia, em 2016, pouco mais de 1 em cada 3 jovens nas faixas de 18 a 24 anos (33,7%) e de 25 a 29 anos de idade (33,9%) não estudavam nem estavam trabalhando – o que popularmente se conhece como “nem-nem”. Eram proporções acima da média nacional (30,1% e 25,8% respectivamente) e, para o grupo entre 25 e 29 anos (33,9%) a quarta maior percentagem de pessoas que não estudavam nem trabalhavam entre os estados, abaixo apenas de Alagoas (37,5%), Pernambuco (36,9%) e Maranhão (36,3%).

Assim como ocorreu no país como um todo, a proporção dos “nem-nem” na Bahia cresceu a partir de 2014, com maior intensidade entre 2015 e 2016 – reflexo principalmente da saída de jovens de ocupações no mercado de trabalho.

Considerando-se os jovens de 16 a 29 anos de idade, no estado, a percentagem dos que não estudavam nem trabalhavam se manteve relativamente estável entre 2012 (26,0%) e 2015 (25,5%). Em 2016, ela passa a 30,5% ou cerca de 1 milhão de pessoas. O aumento dos “nem-nem” na Bahia foi o quarto maior comparando-se 2012 com 2016 e o segundo maior do país entre 2015 e 2016, abaixo apenas que o verificado em Pernambuco.

O estudo do IBGE tem como principal fonte de informações a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e busca retratar a realidade social do país a partir da análise de indicadores relacionados ao mercado de trabalho; aos padrões de vida e de distribuição de renda; e à mobilidade ocupacional e educacional.

Perfil 

Embora não exista um perfil por estado desses jovens que não estudam nem trabalham, percebe-se, pelas informações nacionais, que aqueles com menor nível de instrução, os pretos ou pardos e as mulheres estão mais sujeitos à condição de “nem-nem”.

Dos cerca de 1 milhão de jovens de 16 a 29 anos que não estudavam nem trabalhavam na Bahia, em 2016, 36,4% (cerca de 371 mil) estavam procurando trabalho e, por isso, eram considerados desocupados. Já 63,5% dos que não trabalhavam nem estudavam (647 mil pessoas aproximadamente) não estavam sequer buscando uma ocupação, ou seja, estavam fora da força de trabalho.

Para o Brasil como um todo, essas proporções não eram muito diferentes: 38,4% dos “nem-nem” estavam procurando trabalho e 61,6% estavam fora do mercado.

Em nível nacional, há informações sobre o principal motivo pelo qual os jovens de 16 a 29 anos que não estudavam nem estavam ocupados não tinham tomado providência para conseguir trabalho – e elas se diferenciavam entre homens e mulheres.

Entre os homens não haver uma ocupação na localidade era a razão mais citada (por 44,4%), uma justificativa diretamente ligada a questões do mercado de trabalho em si. Já para as mulheres, a justificativa mais citada foi ter de cuidar dos afazeres domésticos ou do cuidado com filhos ou outros parentes (citada por 34,6%).

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