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Diretoria da Fieb fez uma avaliação das perspectivas econômicas para o Brasil e a Bahia, especialmente em relação ao setor industrial (Fotos:  Valter Pontes/Coperphoto/Sistema Fieb)
Diretoria da Fieb fez uma avaliação das perspectivas econômicas para o Brasil e a Bahia, especialmente em relação ao setor industrial (Fotos: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema Fieb)

Indústria retrocede pelo quarto ano seguido na Bahia

O ano de 2017 não vai deixar nenhuma saudade para a indústria de transformação da Bahia. A produção do setor deve encerrar o exercício com uma queda de 1,5%, enquanto a média do país terá crescimento de 2%. O desempenho ruim foi disseminado e atingiu praticamente todos os segmentos, com destaque para os setores de refino de petróleo, produtos químicos, bebidas e metalúrgico. “Em 2017, a indústria de transformação baiana fechará em queda pelo quarto ano seguido, acumulando perdas de 14% na produção física”, afirmou  Ricardo Alban, presidente da Fieb (Federação das Indústrias do Estado da Bahia).

A boa notícia é que a indústria baiana começa a ensaiar uma recuperação em 2018. A previsão é de uma expansão  da ordem de 2,9%, em linha com o desempenho nacional. “Mas será um crescimento sobre uma base de comparação bem deprimida, bem fraca”, ressaltou Alban, durante entrevista coletiva, onde apresentou um balanço do setor no estado, falou das perspectivas para os próximos anos e dos projetos do sistema Fieb na capital e no interior.

Alban: o Brasil não tem mais o direito de pensar em bolhas de crescimento
Alban diz que a indústria voltará a crescer no ano que vem

Além de problemas estruturais e fiscais, o presidente da Fieb enfatizou que a indústria nacional tem penado, principalmente,  por conta de fatores políticos. “Vivemos nos últimos anos um ciclo econômico perverso e o setor industrial foi o mais prejudicado”, disse Alban, para acrescentar: “O que eu espero com tudo isso, com essa crise monumental, é que ao menos um aprendizado tenha ficado: nós precisamos pensar em políticas de estado, precisamos pensar em crescimento sustentado. O Brasil não tem mais o direito de pensar em bolhas de crescimento. Precisamos pensar em educação, em novas relações administrativas, trabalhistas, enfim em tudo que possa tornar o país mais competitivo”.

Durante a coletiva, Alban  apontou alguns cenários para a indústria da Bahia no ano que vem. O setor de  construção civil, por exemplo, pode ser beneficiado com obras de infraestrutura, como a reforma do aeroporto de Salvador, recém-privatizado, e a possibilidade do início das obras do Porto Sul e a retomada do projeto da Ferrovia Oeste Leste (Fiol). A área de petróleo e gás,  por sua vez,  seve ser beneficiada com a venda dos campos maduros da Petrobas.  Já a indústria de papel e celulose, principal exportadora do estado, continuará em alta. “O mercado global continuará favorável, especialmente para a celulose de fibra de eucalipto”, salientou Ricardo Alban. “Porém, não se deve esperar uma retomada ampla da atividade industrial na Bahia e do emprego, pois, no curto prazo, será aproveitada a capacidade ociosa existente”.

Investimentos  do Sistema Fieb

Apesar da forte recessão do país e da queda do PIB industrial do estado, o Sistema Fieb tem investido anualmente cerca de R$ 100 milhões. Para o ano que vem, a previsão é alcançar mais de R$ 103 milhões. A maior parte dos recursos – R$ 68.201.523 – será destinada para o Senai. Nesta área,  o grande projeto é a construção do Cimatec Industrial, em Camaçari. A primeira etapa deve ser concluída em junho próximo e contará com 11 edificações, fábrica de plantas piloto; laboratórios de caracterização de materiais; laboratórios de certificação de sistemas construtivos; câmara hiperbárica; laboratório de protótipos automotivos e plantas piloto de operação químicapetroquímica. Os investimentos do Sesi somarão outros R$ 34,170 mihões e  do IEL  mais R$ 661 mil.

Alban informou ainda que o centro odontológico, que hoje funciona no Lucaia, será transferido para uma ampla área em Piatã, ao lado da Escola Djalma Pessoa e do Senai Cimatec. Os investimentos são estimados em R$ 30 milhões.Screenshot_3

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