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Quem mais deve impulsionar as vendas neste último mês do ano é o setor supermercadista que, segundo projeção, deve crescer 11% na comparação anual
Quem mais deve impulsionar as vendas neste último mês do ano é o setor supermercadista que, segundo projeção, deve crescer 11% na comparação anual

Varejo baiano espera faturar R$ 6,3 bilhões em dezembro

O principal mês de vendas no varejo na Bahia, dezembro, deve mostra expansão nas vendas de 8% na comparação com o mesmo mês de 2016, segundo expectativa da Fecomercio-BA. Esse é o melhor desempenho, para o mês, da série feita em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia e SDE (Secretaria de Desenvolvimento Econômico). O faturamento real para o mês deve ficar próximo a R$ 6,3 bilhões – R$ 465 milhões  acima do registrado no ano passado.

Quem mais deve impulsionar as vendas neste último mês do ano é o setor supermercadista que, segundo projeção, deve crescer 11% na comparação anual. E por ter o maior faturamento do Estado, R$ 2,2 bilhões, tem o maior peso no resultado final.

Vale ressaltar que a inflação na Região Metropolitana de Salvador do grupo de alimentos e bebidas, principal grupo no orçamento das famílias, está negativa em 0,8%, no acumulado de 12 meses. Há um ano essa variação era positiva em 14,7%. Na inflação geral o aumento é tímido de 2,6% contra os 8,7% do ano passado. Ou seja, os preços em queda contribuem para o aumento do poder de compra dos consumidores.

arteAlém disso, o que também propicia um crescimento nas vendas no mês é a base de comparação. Entre os meses de dezembro de 2012 a 2016 houve forte retração de 30%. Assim, a alta de 8% está longe de recuperar a perda do período, mas sinaliza para um novo ciclo de vendas no varejo, visto que há uma sequência de aumento nas vendas nos últimos meses na comparação anual.

Outro fator importante para que haja esse aumento nas vendas de Natal é a elevação do indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF),  da Fecomercio-BA, que nesse período de véspera de fim de está cerca de 8% maior do que há um ano.

Um ponto interessante sobre as estimativas de vendas para o mês de dezembro é que 80% das atividades pesquisadas tendem ter um resultado positivo. Enquanto em dezembro de 2016, dados consolidados, o percentual foi de 100% de variações negativas na comparação anual. Fica evidente que não é somente um ou outro setor que está contribuindo para a recuperação do varejo baiano, mas está havendo influência da maioria das atividades.

VESTUÁRIO E CALÇADOS

E falando especificamente da data comemorativa, tradicionalmente as pesquisas de perfil que consumo apontam que, para o Natal, os produtos mais procurados pelos consumidores para presentear são roupas e sapatos. E este setor de vestuário e calçados deve registrar, segundo estimativa, crescimento no mês de 8% em relação ao natal passado.

Na sequência de produtos mais demandados nesta data festiva está o grupo perfumes e cosméticos. Este segmento tende a apontar elevação de 15% na comparação com o mesmo período de 2016.

Portanto, finalmente o varejo baiano consegue enxergar um ritmo de crescimento tão esperado após um período de forte retração nas vendas. O recuo da inflação somado à queda de juros, a injeção dos recursos do 13º salário e mais um sentimento de que a crise já passou, contribuem para que os consumidores soteropolitanos voltem, gradativamente, as compras.

Diferentemente das outras datas comemorativas do varejo, o Natal tem grande influência no desempenho global do mês de dezembro. E o Natal é um excelente termômetro para o empresário do comércio e, caso confirme essa tendência de crescimento no mês, pode projetar um 2018 ainda melhor o que beneficia toda a economia seja demandando mais do restante de sua cadeia (de fornecedores, atacado até a indústria), seja contratando mais para atender uma demanda maior.

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