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Geração alta ajuda a "aliviar" o sistema elétrico brasileiro, que enfrenta condições hidrológicas adversas (Foto: AlexandreMarchetti/Itaipu Binaciional)
Geração alta ajuda a "aliviar" o sistema elétrico brasileiro, que enfrenta condições hidrológicas adversas (Foto: AlexandreMarchetti/Itaipu Binaciional)

Produção de Itaipu tem o quarto melhor outubro da história

Perto de atingir a marca de 2,5 bilhões de megawatts-hora (MWh) acumulada, em 33,5 anos de operação, a usina de Itaipu obteve agora em 2017 o quarto melhor outubro do ranking histórico. No mês, foram produzidos 8.291.916 MWh, volume suficiente para abastecer Foz do Iguaçu, no Paraná, na fronteira com o Paraguai, onde está instalada a usina, por 15 anos. Em todo o ano, a geração de Itaipu já soma 78.293.230 MWh. Essa quantidade poderia atender o consumo de energia elétrica do Estado de São Paulo, por 7 meses.

Com uma produção acima das expectativas para o período, a usina ajudou mais uma vez a dar um pouco de alívio para o sistema elétrico brasileiro, que enfrenta um ano de condições hidrológicas bastante adversas.

Ao contrário do que acontece nas regiões Sudeste, Nordeste e parte do Centro-Oeste do Brasil, chove muito em todo o Paraná, inclusive na região do reservatório de Itaipu. As chuvas localizadas contribuíram para o bom desempenho da Itaipu, que opera na cota normal do reservatório.

Para o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Leone Vianna, “a produção elevada de Itaipu dá um fôlego extra, ainda que temporário, para o sistema elétrico do Brasil, reduzindo, nesse momento, o número de usinas térmicas necessárias para enfrentar a escassez hídrica”. Mas ele lembra que, para normalizar a produção hidrelétrica do País, é preciso que chova bastante principalmente no Sudeste, onde se concentra o maior número de usinas do Brasil.

Quarto melhor outubro

Em 2016, ano do recorde anual de Itaipu, a usina gerou, em outubro, 8.489.774 MWh. Em 2013, no segundo melhor outubro, a geração foi de 8.337.965. Já em 2015, no terceiro melhor outubro, esse volume foi de 8.295.841 MWh, apenas cerca de 4 mil MWh acima da produção registrada em outubro de 2017, graças às chuvas intensas que caíram na região do reservatório.

A chuva acumulada na estação do Simepar, instalada no Parque da Piracema, dentro da usina, foi de 395 milímetros em outubro deste ano, bem acima da média histórica, de 219,8 milímetros. Foi o segundo outubro mais chuvoso na área do reservatório, inferior apenas ao mesmo mês de 1998, com 443,6 mm.

Recorde mundial

Itaipu é a única hidrelétrica do mundo a superar a produção anual de 100 milhões de megawatts-hora (MWh), com o recorde de 103.098.355 MWh, em 2016. A melhor marca mundial, antes dessa, foi da usina chinesa de Três Gargantas, cuja capacidade instalada, de 22.400 MW, é 60% maior que a de Itaipu. Em 2014, seu recorde foi de 98,8 milhões de MWh.

A produção de Itaipu em 2016 atendeu 76% da energia elétrica consumida no Paraguai e 16,8% de todo o consumo de eletricidade do Brasil. Se a energia de Itaipu pudesse ser armazenada e direcionada a apenas um dos dois países, seria suficiente para atender o Brasil por dois meses e 18 dias e o Paraguai por sete anos e três meses.

A produção de Itaipu em 2016, com o novo recorde mundial, mostrou que a usina está no auge da produção e da produtividade. Agora, a usina inicia um processo de modernização e atualização tecnológica das unidades geradoras.

A modernização dos equipamentos, com a troca de sistemas analógicos por digitais, será feita em dez anos, a contar de 2017. O investimento previsto durante este período é de US$ 500 milhões. O objetivo final é garantir que os equipamentos da usina mantenham sua confiabilidade e seja assegurado o alto desempenho da hidrelétrica também nas próximas décadas.

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