Inflação na RMS acelera em outubro e fica em 0,46%

A inflação acumulada no ano foi influenciada, sobretudo, pelas despesas com produtos e serviços dos grupos Alimentação e Bebidas (4,82%), Transportes (4,46%) e Habitação (5,36%)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação do país, ficou em 0,46% na Região Metropolitana de Salvador (RMS) no mês de outubro, quase o dobro da variação da taxa de setembro (0,24%), mas ainda abaixo da inflação de outubro de 2016 (0,50%). O IPCA na RMS foi um pouco mair que a média nacional (0,42%) e o quinto mais alto dentre as 13 regiões investigadas. Goiânia teve a maior inflação no mês de outubro (1,52%), seguida pela RM de Curitiba (0,71%) e pela RM de São Paulo (0,50%). Por outro lado, Vitória teve deflação (-0,10%).

No acumulado em 2017, o IPCA para a Região Metropolitana de Salvador ficou em 2,30%, acima da média para do Brasil (2,21%), mas o menor para o período de janeiro a outubro desde 1998, quando havia sido de 2,27%. Nos 12 meses encerrados em outubro, a inflação na RMS acumula alta de 2,58%, um pouco abaixo dos 2,62% registrados nos 12 meses encerrados em setembro e menor também que a média nacional nessa comparação (2,70%).

Habitação, transportes  e alimentação levam à aceleração na inflação

Dentre os nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, sete apresentaram altas em outubro, na Região Metropolitana de Salvador. Os três grupos de despesas que mais pesam nos orçamentos das famílias, alimentação, transportes e habitação, que, juntos, respondem por quase 2/3 dos gastos de quem vive na RMS, registraram altas e foram os responsáveis pela aceleração da inflação de setembro para outubro.

Os gastos para morar tiveram o maior aumento médio (1,39%) e também exerceram a principal pressão de alta no IPCA de outubro na RMS Foram fortemente influenciados pela energia elétrica, que, com alta de 3,56%, em função sobretudo da bandeira vermelha, teve, individualmente, o maior peso na inflação do mês. Em seguida, veio o gás de botijão, com aumento de 5,21%.

Com um aumento médio de 0,61%, as despesas com transportes exerceram a segunda maior pressão de alta no IPCA da RMS, com forte influência da variação dos automóveis novos (1,55%). As despesas com alimentos e bebidas, também em alta de 0,36%, foram a terceira maior pressão de alta na inflação de outubro. Ficou mais caro tanto comer fora (+0,62%) quanto comer em casa (+0,24%), e o pão francês, com aumento de 4,71%, exerceu a terceira principal pressão de alta individual no IPCA de outubro, em Salvador.

Em queda, artigos de residência ajudam a segurar índice

A inflação de outubro na Região Metropolitana de Salvador só não foi maior porque, além da estabilidade média nos preços do grupo vestuário (0,00%), os artigos de residência apresentaram deflação (-0,9%), com reduções nos preços médios tanto entre os equipamentos eletroeletrônicos (-1,18%) quanto entre os móveis e utensílios (-0,72%).

E, apesar do aumento na média no grupo alimentação (0,36%), os cinco itens que, individualmente, mais seguraram a inflação da RMS em outubro foram alimentos: açúcar cristal (-3,92%), banana-prata (-7,57%), carne-seca e de sol (-2,41%), feijão-mulatinho (-13,77%) e alho (-14,77%), em ordem decrescente de importância.

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