Economia baiana deve receber R$ 8,57 bi com pagamento do 13º

Os resultados da Black Friday foram positivos e já mostram um aquecimento nas vendas, além de ser um bom termômetro para o Natal (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

A economia baiana deverá receber, até o final de 2017, a título de 13° salário, cerca de R$ 8,57 bilhões, aproximadamente 3,87% do total do Brasil e 26,9% da região Nordeste. Esse montante representa em torno de 3,5% do PIB estadual. O contingente de pessoas no estado que receberá o 13°  foi estimado em 4,7 milhões, o correspondente a 5,61% do total que terá acesso ao benefício no Brasil. Em relação à região Nordeste, equivale a 25,95%. As estimativas são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

No estado, os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 48%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 52%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 1,3%. Em relação aos valores que cada segmento receberá, nota-se a seguinte distribuição: os empregados formalizados ficam com 61,6% (R$ 5,27 bilhões) e os beneficiários do INSS, com 31,9% (R$ 2,73 bilhões), enquanto aos aposentados e pensionistas do Regime Próprio do estado caberão 5,74% (R$ 492,5 milhões) e aos do Regime Próprio dos municípios, 0,8%.

País

Até dezembro de 2017 estima-se que deverão ser injetados na economia brasileira mais de R$ 200 bilhões, com o pagamento do 13º salário. Este montante representa aproximadamente 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e será pago aos trabalhadores do mercado formal, inclusive os empregados domésticos; aos beneficiários da Previdência Social e aposentados e beneficiários de pensão da União e dos estados e municípios. Cerca de 83,3 milhões de brasileiros serão beneficiados com um rendimento adicional, em média, de R$ 2.251.

O cálculo leva em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho. Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Previdência Social e da Secretaria Nacional do Tesouro (STN).

O número de pessoas que receberá o 13º salário em 2017 é superior em 0,4% ao calculado para 2016. Vale destacar os segmentos de beneficiários mais importantes numericamente: empregados do setor formal, com redução de 3,9%, e aposentados e pensionistas do INSS, com variação de 0,9%.

Em relação a 2016, quando o montante teria sido de R$ 191,4 bilhões, o valor apurado em 2017 cresceu 4,7%, o que significaria aumento de 1,4% acima da inflação prevista para o ano. Se observados apenas os trabalhadores do setor formal, estima-se aumento de 0,5% no montante pago, também em termos reais.

Regiões e estados

Refletindo a maior capacidade econômica da região, a parcela mais expressiva do 13º salário (49,4%) deve ficar nos estados do Sudeste, que concentram a maior parte dos empregos formais, aposentados e pensionistas. No Sul do país devem ser pagos 16,2% do montante, enquanto ao Nordeste serão destinados 15,9%. Para as regiões Centro-Oeste e Norte irão, respectivamente, 9,0% e 4,7%. Importante registrar que os beneficiários do Regime Próprio da União respondem por 4,9% do montante e podem estar em qualquer região do país.

O maior valor médio para o 13º deve ser pago no Distrito Federal (R$ 4.234) e o menor, no Maranhão e Piauí – ambos com média próxima a R$ 1.541,00. Essas médias, porém, não incluem o pessoal aposentado pelo Regime Próprio dos estados e dos municípios, pois não foi possível obter esses dados.

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