Brookfield faz aporte de R$ 1,4 bi e fica com o controle da Renova

Fundada há 6 anos, a Renova tem forte atuação no setor eólico da Bahia (Foto: Divulgação)

O Conselho de Administração da Renova Energia comunicou hoje ao mercado que aceitou a proposta vinculante recebida da Brookfield Energia Renovável S.A. para um aporte primário na companhia no valor de R$ 1,4 bilhão. Na prática, isto significa que o grupo canadense passa a controlar a Renova – empresa fundada há 6 anos, com forte atuação no setor eólico da Bahia e que até então era controlada por Cemig e Light.

Em fato relevante, a Renova diz ainda que o conselho aprovou também a concessão à Brookfield de um novo período de exclusividade de 60 dias, automaticamente prorrogáveis por mais 30 dias, para finalização dos documentos da transação. “A conclusão efetiva da transação se dará após a apreciação e aprovação dos órgãos de governança da Companhia e de seus controladores, bem como após o cumprimento de condições precedentes usuais em transações dessa natureza”, diz o comunicado.

As negociações entre a Brookfield Energia Renovável e a Renova começaram há mais de quatro meses. A Renova tem recorrido à venda de ativos para reduzir seu nível de endividamento, que passa de R$ 1,5 bilhão. A crise na empresa começou a partir de acordo com o grupo norte-americano SunEdison. Há pouco mais de dois anos, a companhia brasileira vendeu 14 parques eólicos para os americanos, por cerca de R$ 1,6 bilhão. Desse valor, cerca de R$ 500 milhões entraram no caixa da empresa em dinheiro, e o pagamento restante foi em ações. Com dificuldades nos Estados Unidos, os papéis da SunEdison derreteram e a Renova teve de contabilizar as perdas e fazer uma ampla reestruturação.

A Renova vendeu no início deste ano para AES Tietê o complexo eólico Alto Sertão II por R$ 650 milhões. Com 15 parques, 230 aerogeradores e potência instalada de 386,1 MW, o empreendimento fica entre os municípios de Caetité, Guanambi, Igaporã e Pindaí. Na semana passada, conclui a transferência para a a Engie Energia do projeto do Complexo Eólico Umburanas, localizado no município de Umburanas, no norte do estado, e com capacidade instalada de 605 MW. O negócio rendeu pouco mais de R$ 16,937 milhões.

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