Vendas no varejo baiano crescem 2,3% de maio para junho

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As  vendas do varejo na Bahia cresceram 2,3% em junho frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Esse aumento foi quase o dobro da média nacional (1,2%) e o 5º crescimento de vendas mais intenso, dentre os 27 estados. Nessa comparação, os comércios de Roraima (4,9%) e Tocantins (3,3%) tiveram os melhores resultados, e foram verificadas quedas nas vendas em apenas três estados: Rondônia (-0,9%), Mato Grosso (-2,1%) e Paraíba (-2,4%).

Em relação a junho de 2016, o comércio varejista baiano registrou seu primeiro crescimento (1,5%) após quase dois anos e meio (29 meses) de recuos seguidos – desde janeiro de 2015 (-3,7%). Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE.

Nesse confronto, o varejo baiano ainda cresce metade da média nacional (3,0%) e registrou o segundo menor aumento, acima apenas de Mato Grosso do Sul (0,6%). Dos 27 estados, 9 tiveram quedas nas vendas do comércio em junho 17/ junho 16, sendo as mais intensas em Sergipe (-5,5%) e Goiás (-5,8%). Por outro lado, o varejo teve seus melhores resultados, nessa comparação, em Santa Catarina (12,7%) e Alagoas (11,3%).

Apesar dos resultados positivos de junho, as vendas do varejo baiano continuam em queda nos acumulados em 12 meses (-7,2%) e no primeiro semestre de 2017 (-2,6%). Ambos os recuos são bem mais intensos que a média nacional (-3,0% e -0,1% respectivamente), mas apontam para uma trajetória de desaceleração desde o início de 2017.

O acumulado no ano (-2,6%) é a menor queda nesse indicador desde que ele ficou negativo, em janeiro de 2015 (-3,7%); já a variação anualizada (-7,2%) é o menor recuo desde novembro de 2015 (-6,5%), quando a retração ainda se aprofundava.

Dos 27 estados, 23 ainda apresentam queda nas vendas do varejo no acumulado em 12 meses. Santa Catarina (5,5%), Alagoas (1,3%), Minas Gerais (0,7%) e Paraíba (0,4%) já conseguiram deixar os resultados negativos para trás nesse indicador.

Automóveis e material de construção

Na Bahia, as vendas do comércio varejista ampliado – que engloba o varejo e as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção – cresceram 2,5% na comparação junho 17/ junho 16, mais que o varejo restrito (1,5%), mas desacelerando em relação a maio, quando o aumento havia sido de 3,6%. Nessa comparação, o varejo ampliado na Bahia cresceu menos que a média nacional (4,4%) e acompanhou o movimento positivo verificado em 23 dos 27 estados, destacando-se os crescimentos em Santa Catarina (15,7%) e no Distrito Federal (12,5%).

Tanto as vendas de veículos, motocicletas, partes e peças (4,0%) quanto as de material de construção (4,0%) cresceram em junho, na Bahia.

Em 2017, entretanto, o varejo ampliado baiano ainda acumulado queda de 1,9% (frente a uma média nacional positiva em 0,3%); nos 12 meses encerrados em junho, as perdas na Bahia somam 6,2% (frente a uma média nacional de -4,1%). Na taxa anualizada (12 meses), dos 27 estados, apenas Santa Catarina (3,3%) e Roraima (1,2%) registram crescimentos nas vendas do varejo ampliado.

Móveis, eletrodomésticos, tecidos, vestuários e calçados

Em relação ao mesmo mês do ano passado, em junho, na Bahia, 8 das 10 atividades do varejo e varejo ampliado tiveram resultados positivos, com destaque, em termos de magnitude, para livros, jornais, revistas e papelaria (44,9%), móveis e eletrodomésticos (30,4%) e tecidos, vestuários e calçados (9,2%).

Pelo seu peso na estrutura do comércio baiano, móveis e eletrodomésticos e tecidos, vestuários e calçados foram as principais influências para o resultado positivo do setor, mas também deram contribuições importantes os aumentos nas vendas de veículos (4,0%), combustíveis (4,8%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,1%).

Por outro lado, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios e fumo (-12,3%) exerceram a principal pressão de baixa nas vendas, que também caíram entre os Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-4,5%).

Os hiper e supermercados são a atividade de maior peso no comércio baiano e seguem com quedas sucessivas nas vendas há mais de dois anos, desde maio de 2015 (-4,9%), sem mostrar ainda redução importante do ritmo de recuo.

Nos 12 meses encerrados em junho, apenas 1 das 10 atividades pesquisadas pelo IBGE teve desempenho positivo na Bahia: Livros, jornais, revistas e papelaria (8,9%). É um setor que vem crescendo a dois dígitos desde fevereiro deste ano e já acumula aumento de 27,8% nas vendas em 2017.

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