Setor de serviços na Bahia tem queda de 7,1%, diz IBGE

De junho para julho, na Bahia, as atividades de serviços ligadas ao turismo também voltaram a recuar (-2,0%) (Foto: Adenilson Nunes/Secom)

O volume do setor de serviços na Bahia cresceu 2% em junho frente a maio, na série com ajuste sazonal. Foi o primeiro resultado positivo para o setor, que vinha em queda no estado desde fevereiro (-6,3% de janeiro para fevereiro, -1,6% de fevereiro para março, -1,8% de março para abril e -0,2% de abril para maio). Os dados são do IBGE.

Nessa comparação, o resultado positivo dos serviços baianos em junho ficou acima da média nacional (1,3%) e seguiu o movimento de crescimento do setor verificado em 18 dos 27 estados. De maio para junho, o volume dos serviços cresceu mais em Roraima (6,8%), Mato Grosso (6,1%) e Amazonas (5,4%). Por outro lado, os piores resultados estaduais para o setor vieram de Minas Gerais (-1,6%), Ceará (-2,2%) e Rio Grande do Norte (-3,6%).

Apesar do bom desempenho de junho, os resultados dos serviços na Bahia ainda se mantêm negativos em todas as demais comparações, piores que a média nacional e sem mostrar sinais expressivos de recuperação, ou seja, sem redução significativa no ritmo de queda.

No confronto com o mesmo mês do ano anterior, o volume dos serviços no estado caiu 7,1% em junho, reduzindo um pouco o ritmo de recuo verificado em maio (-7,9%), mas bem mais negativo que a média nacional (-3,0%).

No primeiro semestre de 2017, os serviços na Bahia acumulam recuo de 6,1% praticamente repetindo o resultado do acumulado até maio (-5,9%) e numa retração maior também que a média do país (-4,1%).

No acumulado em 12 meses, o setor no estado cai 7,4%, também aumentando levemente o ritmo em relação à queda de maio (-7,2%) e frente a uma queda média de 4,7% no país. Nessa comparação, o setor vem em retração há quase dois anos, desde setembro de 2015 (-0,1%).

Nas comparações com 2016, os resultados dos serviços também se mantêm negativos para a grande maioria dos estados. Frente a junho do ano passado, só 5 dos 27 apresentam crescimento, com destaque para Mato Grosso (20,3%) e Paraná (7,0%). No acumulado no ano, os serviços crescem em apenas 3 estados (Mato Grosso, com 3,9%; Paraná, com 3,5%; e Rio Grande do Norte, com 1,0%). Já nos 12 meses encerrados em junho, todos os 27 estados seguem em queda desde janeiro deste ano.

Serviços profissionais, administrativos e complementares seguem em queda 

Frente ao mesmo mês do ano passado, em junho de 2017 (-7,1%), apenas uma das cinco atividades de serviços pesquisadas teve resultados positivos na Bahia, Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (3,7%), enquanto os Serviços prestados às famílias mantiveram-se estáveis (0,0%).

Em fortes quedas seguidas desde março, os Serviços profissionais, administrativos e complementares mantiveram-se em recuo (-23,5%) e continuaram exercendo a principal influência negativa sobre o desempenho do setor de serviços baiano. No primeiro semestre de 2017, essa atividade já acumula queda de 14,3%.

Os serviços profissionais têm peso importante e respondem por pouco mais de 1/5 (22,5%) da estrutura dos serviços baianos. Trata-se de um grupo diversificado, com grande peso um pouco maior das atividades direcionadas às empresas (ligadas às áreas jurídica, contábil, de segurança, assessorias e consultorias em diversos campos), mas também que atendem as famílias (agências de viagem, empresas jornalísticas, entre outras).

A queda dos serviços baianos só não foi maior em junho por conta do crescimento do volume dos transportes (3,7%), que é a atividade de maior peso na estrutura do setor na Bahia.

Serviços ligados ao turismo crescem 

Em junho, as atividades de serviços ligadas ao turismo na Bahia cresceram tanto em relação a maio (2,3%) quanto frente a junho do ano passado (3,8%), alcançando os primeiros resultados positivos para o mês de junho desde 2013 e 2014 respectivamente.

Frente a maio, o crescimento do turismo na Bahia (2,3%) ficou abaixo da média nacional (5,3%). Nessa comparação, apenas o Distrito Federal (-0,3%) teve queda no volume de serviços das atividades turísticas, enquanto os maiores crescimentos vieram de São Paulo (4,0%), Rio Grande do Sul (3,9%) e Goiás (3,2%). Esse indicador tem ajuste sazonal, ou seja, desconsidera as festas juninas.

Já no confronto com junho de 2016, que não tem ajuste sazonal, o turismo cresceu bem mais na Bahia (3,8%) que na média do país (-5,2%). Ainda assim, o resultado ficou bem abaixo, por exemplo, de Pernambuco, onde os festejos juninos também são importantes para o setor turístico e que teve crescimento de 7,9%, o segundo maior entre os 12 estados em que as atividades ligadas ao turismo são pesquisadas.

No primeiro semestre de 2017, o volume das atividades de turismo acumula crescimento de 2,2% na Bahia, resultado bem melhor que a média nacional (-6,4%). Já nos 12 meses encerrados em junho, os serviços ligados ao turismo ainda se mantêm em queda no estado (-3,3%), mas em trajetória de desaceleração da retração desde outubro de 2016 (-8,5%).

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