Volume do setor de serviços na Bahia cai 0,4% de abril para maio

Os resultados negativos do turismo baiano em maio e abril entretanto, não foram suficientes para tirar o setor do positivo no acumulado no ano (Foto: Secom)

O volume do setor de serviços na Bahia caiu 0,4% em maio, frente a abril, na série com ajuste sazonal. Mesmo mostrando uma redução no ritmo de queda, foi o quarto recuo consecutivo neste ano, após os resultados de -6,3% de janeiro para fevereiro, -1,6% de fevereiro para março e -1,8% de março para abril. Segundo o IBGE, o resultado negativo dos serviços baianos em maio seguiu o movimento de queda do setor em 11 dos 27 dos estados e foi em direção contrária à variação positiva de 0,1% verificada no país como um todo, nessa comparação.

De abril para maio, o volume dos serviços cresceu mais no Amazonas (6,2%), Rio Grande do Sul (4,1%) e Mato Grosso (3,2%). Os piores resultados estaduais para o setor vieram de Distrito Federal (-4,6%), Rondônia (-4,8%) e Roraima (-5,3%).

Os resultados dos serviços na Bahia se mantêm negativos em todas as demais comparações, sempre piores que a média nacional e sem mostrar sinais expressivos de recuperação, ou seja, sem redução significativa no ritmo de queda.

No confronto com o mesmo mês do ano anterior, o volume dos serviços no estado caiu 8,0% em maio, praticamente mantendo o ritmo de recuo verificado em abril (-8,3%) e mostrando uma retração bem mais profunda que a média nacional (-1,9%). No ano de 2017, os serviços na Bahia acumulam recuo de 5,9%, aumentando o ritmo de queda em relação ao verificado em abril (-5,3%) e maior também que a média do país (-4,4%). No acumulado em 12 meses, o setor no estado cai 7,2%, reduzindo levemente o ritmo em relação à queda de abril (-7,6%), frente a uma queda média de 4,7% no país.

O quadro negativo dos serviços no nível regional não é exclusividade baiana, embora venha apresentando melhoras, a cada mês. Frente a maio de 2016, 5 dentre os 27 estados já apresentam resultados positivos, com destaque para Mato Grosso (8,6%) e Paraná (6,9%). No acumulado no ano, 3 dos 27 estados apresentam crescimento (Paraná, com 2,6%; Rio Grande do Norte, com 2,1%; e Mato Grosso, com 1,0%). Já nos 12 meses encerrados em maio, todos os estados seguem em queda desde janeiro.

Serviços profissionais, administrativos e complementares caem 28,2% 

Frente ao mesmo mês do ano passado, em maio de 2017 (-8,0%), apenas uma das cinco atividades de serviços pesquisadas teve resultado positivo na Bahia: Serviços de informação e comunicação (0,6%). Ainda assim, o crescimento dessa atividade foi metade do verificado em abril (1,3%).
Por outro lado, os Serviços profissionais, administrativos e complementares mantiveram-se em forte recuo (-25,4%) e continuaram exercendo a principal influência negativa sobre o desempenho do setor de serviços baiano. Eles vêm em queda desde março.

Os serviços profissionais têm peso importante e respondem por pouco mais de 1/5 (22,5%) da estrutura dos serviços baianos. Trata-se de um grupo diversificado, com um peso um pouco maior das atividades direcionadas às empresas (ligadas às áreas jurídica, contábil, de segurança, assessorias e consultorias em diversos campos), mas também que atendem as famílias (agências de viagem, empresas jornalísticas, entre outras).

Em maio, os transportes também voltaram a cair (-0,9%) e, por serem a atividade de maior peso na estrutura dos serviços na Bahia, também contribuíram para o recuo do setor.

Serviços ligados ao turismo mantêm resultados negativos no mês de maio

Em maio, as atividades de serviços ligadas ao turismo mantiveram-se em queda na Bahia, embora num ritmo menor que o verificado em abril, tanto em relação ao mês imediatamente anterior (-1,5%), quanto frente a maio de 2016 (-0,1%). Em ambos os casos os recuos baianos também são menos intensos que os nacionais (-2,6% e -5,2% respectivamente).

Na comparação com abril, apenas Pernambuco (0,8%), Espírito Santo (0,5%) e Ceará (0,3%) têm aumento no volume dos serviços ligados ao turismo. Frente a maio do ano passado, a Bahia tem o menor recuo (-0,1%) dentre os 12 estados em que a atividade turística é pesquisada, enquanto Pernambuco (10,1%), Goiás (7,8%), Santa Catarina (5,0%) e São Paulo (0,9%) registraram crescimentos.

Os resultados negativos do turismo baiano em maio e abril entretanto, não foram suficientes para tirar o setor do positivo no acumulado no ano, período em que ainda apresenta crescimento de 2,0%, resultado bem acima da queda de 6,7% verificada em nível nacional.

Já nos 12 meses encerrados em maio, os serviços ligados ao turismo acumulam perda de 4,5% na Bahia, com uma pequena desaceleração no ritmo de queda em relação ao 12 meses encerrados em abril (-6,0%).

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