Lucro da Caixa aumenta 81,8% no primeiro trimestre do ano

A Caixa também abrirá uma conta para que brasileiros de todo o país possam enviar ajuda aos atingidos pela tragédia (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A Caixa Econômica Federal  registrou lucro líquido de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2017, com crescimento de 81,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado recorrente, que desconsidera os efeitos extraordinários, totalizou R$ 1,7 bilhão, 49,6% maior que o verificado no primeiro trimestre de 2016. O resultado operacional alcançou R$ 1,9 bilhão no trimestre, avanço de 420% em 12 meses.

O aumento do lucro líquido foi gerado pelo crescimento das receitas com operações de crédito, diminuição nas despesas com captação de recursos, avanço nas receitas com prestação de serviços e controle das despesas com pessoal, administrativas e operacionais.

Ao final de março, a carteira de crédito da Caixa alcançou saldo de R$ 715 bilhões, avanço de 4,5% em 12 meses e participação de 22,8% no mercado. O crescimento das operações de habitação, saneamento e infraestrutura, e crédito consignado, foram os principais responsáveis pela evolução da carteira no período.

As operações comerciais com pessoas físicas e pessoas jurídicas totalizaram R$ 189,6 bilhões, redução de 4,1% em 12 meses, impactadas, principalmente, pelo segmento pessoa jurídica, que apresentou queda de 7,8%.

Inadimplência

O índice de inadimplência encerrou o trimestre com redução de 0,7 p.p em 12 meses, alcançando 2,83%, permanecendo abaixo da média de mercado de 3,84%.

As receitas com prestação de serviços cresceram 13,7% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, totalizando R$ 6,0 bilhões. Os principais destaques foram as receitas de crédito, administração de fundos de investimento e convênios e cobrança que cresceram, respectivamente, 21,6%, 19,1% e 17,3% em 12 meses.

As despesas de pessoal foram impactadas pelo Plano de Demissão Voluntária Extraordinária – PDVE e cresceram 17,2%. Sem esse efeito, as despesas de pessoal aumentariam 6,1%.

O índice de eficiência operacional alcançou 50,8%, melhorando 2,7 p.p. em 12 meses e 0,4 p.p. em relação ao 4T16. Os índices de cobertura de despesas de pessoal e administrativas registraram 108,6 e 69,2 respectivamente, evoluções de 2,1 p.p e 2,2 p.p. em 12 meses.

Ao final de março, a Caixa possuía R$ 2,2 trilhões em ativos administrados, com destaque para seus ativos próprios, que totalizaram R$ 1,3 trilhão, avanço de 3,2% em 12 meses. O índice de Basileia encerrou o período em 13,6%, acima do limite regulamentar de 10,5%.

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