Produção da indústria baiana registra queda de 4.6%

Produção de calçados fechou fevereiro com um crescimento de mais de 7% (Foto: Manu Dias/GOVBA)

A produção industrial baiana registrou em fevereiro passado uma queda de 4,6% em relação a igual mês de 2016 – a 12ª taxa negativa consecutiva nessa comparação. Ficou acima apenas do Mato Grosso (-11%). Completam a lista dos nove locais pesquisados que apresentaram resultados negativos o Pará (-4,2%), Espírito Santo (-3,2%), Ceará (-2,5%), Pernambuco (-2,2%), Região Nordeste (-2,1%), São Paulo (-1,6%) e Goiás (-0,2%). A média nacional da indústria nessa comparação foi de -0,8%, e os resultados positivos vieram de Amazonas (5,6%) , Santa Catarina (4,1%), Paraná (4,0%), Minas Gerais (3,5%), Rio de Janeiro (3,4%) e Rio Grande do Sul (0,5%). Vale citar que fevereiro de 2017 (18 dias) teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (19) .Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE.

Já em relação ao mês anterior (janeiro/2017), a produção industrial baiana  teve a maior alta dentre os 14 locais pesquisado de 2,8%, juntamente com Santa Catarina, voltando a apresentar taxas positivas nessa comparação e eliminando parte da perda de -4,2% registrada de dezembro de 2016 para janeiro de 2017.

Com esse resultado, a Bahia ficou entre as nove regiões, das 14 pesquisadas, que tiveram alta na produção industrial em fevereiro, ao lado de Santa Catarina (2,8%), Rio Grande do Sul (2,2%), Rio de Janeiro (2,2%), Goiás (2,1%), Minas Gerais (2,0%), Paraná (1,9%) e São Paulo (0,2%) . As maiores quedas foram registradas em Pernambuco (-7,8%), Pará (-4,1%) e Espírito Santo (-3,9%), Amazonas (-1,1%) e Ceará (-1,0%).

No acumulado no ano de 2017, frente a igual período do ano anterior, a Bahia (-10,5%) apontou o recuo mais elevado, pressionado, principalmente, pelo comportamento negativo vindo dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, óleos combustíveis e naftas para petroquímica) e de metalurgia (barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre). Os demais resultados negativos foram assinalados por Região Nordeste (-2,6%), Rio Grande do Sul (-1,8%), Ceará (-1%) e São Paulo (-0,1%). Dez dos quinze locais pesquisados apresentaram desempenho positivo no primeiro bimestre de 2017, com destaque para Amazonas (6,6%) e Pernambuco (6,5%). Goiás (4,9%), Espírito Santo (4,8%), Santa Catarina (4,8%), Rio de Janeiro (4,1%), Paraná (4,1%), Minas Gerais (4,1%), Pará (2,9%) e Mato Grosso (0,3%)

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, manteve a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%), com o recuo de 4,8% em fevereiro de 2017 para o total da indústria nacional. Esse efeito de melhora ou atenuação da queda só não foi observado na Bahia que passou de -7,0% em janeiro para -8,0% em fevereiro de 2017.

Setores de coque e derivados de petróleo e de automóveis puxam queda

Frente a fevereiro de 2016, 7 das 12 atividades industriais pesquisadas na Bahia tiveram queda. O acentuado recuo na produção baiana (-4,6%) deveu-se, sobretudo, ao comportamento negativo dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-17,2%), pressionado pela menor produção de óleo diesel, óleos combustíveis e naftas para petroquímica; e de metalurgia (-38,8%), por conta da queda na produção de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre,.

Em sentido contrário, a atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias (175,9%) exerceu o principal impacto positivo, impulsionada, não só pelo aumento na produção de automóveis, mas também por conta da baixa base de comparação, já que este setor havia registrado recuo de 60,2% em fevereiro de 2016.

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