IBGE: vendas no comércio varejista baiano caem 10,4%

O setor de hiper e supermercados amargou uma queda de 16,2% (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Em janeiro de 2017, as vendas do varejo, na Bahia, ficaram estáveis (0,0%) na comparação com dezembro de 2016, após terem recuado 3,5% de novembro para dezembro do ano passado – na série livre de influências sazonais.
Nesse tipo de confronto, o varejo nacional registrou, em média, variação negativa de 0,7%, e houve queda nas vendas em 14 das 27 unidades da federação, com variações negativas de dois dígitos em Roraima (-16,8%); Distrito Federal (-14,2%) e Goiás (-11,6%). Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE.

Já em relação a janeiro de 2016, o comércio varejista baiano teve recuo de 10,4%, voltando a aprofundar a queda, que havia sido de 8,2% em dezembro/16. Com o resultado negativo de janeiro de 2017, o varejo baiano completa o segundo ano consecutivo de quedas na vendas, que vêm sendo registradas desde janeiro de 2015 (-3,7%).

Nessa mesma comparação, a queda no varejo baiano foi mais intensa que a média nacional (-7,0%) e acompanhou o movimento de recuo verificado em 24 das 27 unidades da federação, com destaque em termos de magnitude da taxa, para o Distrito Federal (-20,9%).

Com os resultados de janeiro, na Bahia, o acumulado em 12 meses para as vendas do varejo mostram uma queda de 11,8%, com leve desaceleração em relação ao recuo de 12,1% verificado nos 12 meses encerrados em dezembro do ano passado.

Ainda assim, variação negativa é o dobro da média nacional (-5,9%) e se manteve como a quarta maior entre os estados, acima apenas de Rondônia (-12,4%), Pará (-13,8%) e Amapá (-16,7%).

Para o comércio varejista ampliado – que engloba o varejo e as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção -, houve queda de 8,2% na Bahia, frente a janeiro/16, recuo maior que o registrado em dezembro do ano passado (-6,8%) e praticamente duas vezes a queda nacional (-4,8%).

Das 27 unidades da federação, 25 tiveram resultados negativos para o varejo ampliado em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, destacando-se Goiás (-20,4%) e Rondônia (-18,9%).

Em 12 meses, o varejo ampliado baiano recuou 10,5%, um pouco menos do que em dezembro de 2016 (-11,1%), mas uma queda maior que a média nacional (-7,9%).

Hiper e supermercados

Em relação ao mesmo mês do ano passado, considerando as 10 atividades do varejo e varejo ampliado, em janeiro, na Bahia, apenas móveis e eletrodomésticos apresentaram resultado positivo (4,6%), influenciado pelo desempenho dos eletrodomésticos (18,0%), uma vez que os móveis tiveram recuo de 40,6%. Esse crescimento da atividade veio após 25 meses seguidos de queda (desde dezembro de 2014).

Em relação a janeiro de 2016, os setores do varejo baiano com maiores quedas nas vendas foram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-25,7%, o maior recuo para essa atividade dentre os estados onde ela é pesquisada); livros, jornais, revistas e papelaria (-21,6%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico(-16,5%).

Entretanto, devido ao seu peso na estrutura do comércio, o maior impacto no recuo médio das vendas na Bahia veio de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo(-16,2%). Foi o segundo pior resultado para a série histórica dessa atividade na Bahia, acima apenas do registrado em março de 2003 (-17,2%).

Nos 12 meses encerrados em janeiro/17, nenhuma das 10 atividades pesquisadas pelo IBGE teve desempenho positivo.

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