Abate de bovinos diminuiu 6,4% na Bahia em 2016, aponta IBGE

Em 2016, produção de ovos de galinha cai 3,2% na Bahia, segunda maior redução, em números absolutos, entre os estados (Foto: Cleverson Beje / ANPr)

No 4º trimestre de 2016, foram abatidas 295.989 cabeças de bovino na Bahia, uma alta de 3,3% em relação ao trimestre anterior (286.645), mas uma queda de 5,5% em relação ao 4º trimestre de 2015 (quando haviam sido abatidas 313.089 cabeças).

O crescimento no último trimestre do ano não evitou que em 2016 o abate bovino caísse 6,4% no estado. No ano passado, foram abatidas cerca de 1,1 milhão de cabeças de bovino sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária, 78,4 mil a menos que em 2015. Foi a segunda redução consecutiva no abate bovino baiano, porém com um menor ritmo de queda (de 2014 para 2015, havia caído 11,2%)

A Bahia foi uma das 20 unidades da Federação em que houve queda no abate de bovinos em 2016, sendo que Minas Gerais (-370,94 mil cabeças) e São Paulo (-260,16 mil cabeças) tiveram as reduções mais intensas. Por outro lado, os maiores aumentos ocorreram em Rondônia (+250,49 mil cabeças) e Pará (+83,64 mil cabeças).

No país, foram abatidas, em 2016, 29,67 milhões de cabeças de bovinos, 3,2% menos que em 2015 (-982,83 mil cabeças). Foi a terceira queda anual consecutiva na série histórica do abate nacional de bovinos.

A Bahia representou em 2016 3,8% do abate nacional de bovinos. O estado com maior participação foi Mato Grosso (15,4%).

Abate de frangos cresce 2,2%  e é o maior desde 2006

Apesar de ter registrado queda no quarto trimestre (-5,6% em relação ao 3º tri e -6,3% frente ao 4º tri de 2015), em 2016, o abate de frangos cresceu pelo segundo ano consecutivo na Bahia. Foram abatidas 981,3 milhões de cabeças, um aumento de 2,2% em relação a 2015 e a maior produção da série anual disponível para o estado, iniciada em 2006. O país também teve recorde no abate de frangos em 2016 (5,86 bilhões de cabeças, com aumento de 1,1% em relação a 2015). Houve altas em 10 das 25 unidades da Federação participantes da pesquisa, sendo que, em números absolutos, a Bahia, com mais 2,1 milhões de cabeças, teve o 4º maior crescimento.

O Paraná é o líder no abate de frangos, com 31,3% de participação nacional. A produção baiana representa 1,7% do total.

Aquisição de leite recua 3,6% e tem segunda queda anual consecutiva

No 4º trimestre de 2016, a aquisição de leite cru na Bahia (96,5 milhões de litros) foi a maior desde o 1º trimestre de 2012 (quando tinha sido 100,5 milhões de litros), representando um crescimento de 29,0% em relação ao 3º trimestre e de 30,8% frente ao 4º tri de 2015.

Aquisição de leite recuou 3,6% em 2016  (Foto Jonas Oliveira)
Aquisição de leite recuou 3,6% em 2016 (Foto Jonas Oliveira)

Apesar desse aumento, no ano de 2016, o volume de leite captado pelos estabelecimentos de laticínios sob algum tipo de inspeção sanitária no estado (320,4 milhões de litros) teve queda de 3,6% em relação a 2015 (332,4 milhões de litros). Foi a segunda queda anual consecutiva na aquisição de leite e o menor volume captado desde 2007 (289,2 milhões de litros).

Em 2016, houve reduções em 17 das 26 unidades da Federação investigadas, sendo que as mais intensas, em números absolutos, ocorreram em Minas Gerais (-335,94 milhões de litros) e Rio Grande do Sul (-238,7 milhões de litros). Isso resultou numa redução de 3,7% na aquisição de leite nacional, que foi de 23,17 bilhões de litros, 893,23 milhões a menos que em 2015.

A Bahia respondeu por 1,4% da aquisição nacional de leite no ano passado.

Em 2016, produção de ovos de galinha cai 3,2% na Bahia

No 4º trimestre de 2016, a produção de ovos de galinha na Bahia foi de 11,8 milhões de dúzias, representando um aumento de 15,0% em relação ao trimestre anterior, mas uma redução de 6,4% frente ao 4º trimestre de 2015.

Assim, em 2016, apesar de o país ter tido um novo recorde positivo na produção de ovos de galinha (3,10 bilhões de dúzias, com aumento de 5,8% em relação a 2015, ou +51,28 milhões de dúzias de ovos), a Bahia, em sentido contrário, registrou redução de 3,2% (-1,52 milhão de dúzias).

No ano, foi a segunda maior queda, em termos absolutos, na produção de ovos entre as unidades da Federação pesquisadas, atrás apenas do Amazonas (-4,31 milhões de dúzias).

Houve aumentos em 19 das 26 estados investigados, sendo que os maiores ocorreram em São Paulo (+49,94 milhões de dúzias), Ceará (+28,95 milhões de dúzias) e Espírito Santo (+19,35 milhões de dúzias).

Responsável por 29,5% do total, São Paulo é o líder na produção nacional de ovos de galinha. A Bahia responde por 1,5%.

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