Produção da indústria baiana tem queda de 5,4%

Vista aérea da fábrica da Ford no Polo Industrial de Camaçari: setor automotivo foi destaque em novembro

A indústria baiana segue sofrendo com a recessão econômica do país. A produção do setor em novembro passado caiu 2,1% frente ao mês imediatamente anterior. Em relação a igual mês de 2015, o desempenho é ainda mais sofrível: retração de 5,4% – nona taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto, mas a menos intensa desde maio de 2016 (-2,8%). O índice acumulado de janeiro a novembro de 2016 apontou redução de 4,7% e reverteu o ligeiro resultado positivo observado no primeiro semestre do ano (0,1%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira pelo IBGE.

Na comparação novembro de 2016/novembro de 2015, sete das doze atividades pesquisadas assinalando queda na produção. As maiores contribuições negativas sobre o total global vieram dos setores de outros produtos químicos (-19,5%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-9,9%), pressionados, principalmente, pela menor produção de etileno e propeno não-saturados, polietileno de baixa densidade (PEBD), benzeno, polietileno linear, butadieno não-saturado, misturas de alquilbenzenos ou alquilnaftalenos e adubos ou fertilizantes com nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), no primeiro; e de óleo diesel e óleos combustíveis, no segundo.

Vale citar ainda os recuos vindos de indústrias extrativas (-20,6%), de metalurgia (-10,8%), de produtos alimentícios (-8,6%) e de produtos de minerais não-metálicos (-22,2%).

Em sentido contrário, a atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias (39,7%) exerceu o principal impacto positivo, impulsionado, em grande parte, pelo aumento na produção de automóveis.

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