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O estudo revela ainda que Salvador e Porto Seguro concentram 90% dos embarques em voos domésticos realizados no estado (Foto: Carol Garcia/GOVBA)
O estudo revela ainda que Salvador e Porto Seguro concentram 90% dos embarques em voos domésticos realizados no estado (Foto: Carol Garcia/GOVBA)

Setor aéreo movimenta R$ 14,1 bilhões na Bahia, diz Abear

O setor de aviação emprega hoje na Bahia 287 mil pessoas, contribui com R$ 1,1 bilhão em impostos e gera outros R$ 2,6 bilhões em salários. E mais: a atividade foi responsável, em 2015, por 3,3% da produção estadual, algo em torno de R$ 14,1 bilhões. Os números fazem parte do levantamento “Voar Por Mais Brasil – Os Benefícios da Aviação nos Estados”, que acaba de ser lançado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

O estudo revela ainda que Salvador e Porto Seguro concentram 90% dos embarques em voos domésticos realizados no estado. “Por causa da pequena produção em relação à população total e da desbalanceada concentração geográfica da Bahia, a demanda pelo transporte aéreo de passageiros também é pequena e muito concentrada em poucas cidades. Dessa maneira, a penetração de mercado é de apenas 0,37 embarque doméstico por habitante ao ano”, diz o relatório.

De acordo com o levantamento, a demanda do transporte aéreo doméstico de passageiros se sustenta, em boa parte, pela vocação turística do estado. A Bahia recebe 8,6% do fluxo interestadual turístico brasileiro (todos os modais), mas envia a outras localidades apenas 3,6% do total. “Ingressaram pelo estado 3,3% do total de visitantes estrangeiros do Brasil em 2015, parcela relativamente baixa” diz Abear.

O levantamento também chama atenção para a baixa participação dos embarques de carga aérea doméstica e internacional no estado – no ano passado, foram transportadas 16 mil toneladas. Apenas para efeito de comparação, no Ceará e em Pernambuco foram mais de 24 mil toneladas. “A participação dos embarques de carga aérea doméstica e internacional no estado, em relação ao total do Brasil, foi de apenas 2,9% e 2,1%, respectivamente. Esses valores são pequenos se comparados com sua participação na economia brasileira, o que se explica pelo modesto desempenho de sua indústria de transformação em anos recentes”, conclui o levantamento.

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