Varejo de material de construção cresceu 5% em setembro

O crescimento de faturamento do setor em 2020 em comparação ao ano de 2019 foi de 11%

O varejo de material de construção teve crescimento de 5% no mês de setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. Na relação setembro sobre agosto de 2016, no entanto, o setor apresentou queda de 5%, segundo pesquisa mensal da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção). Realizado pelo Instituto de Pesquisas da Anamaco, com o apoio da Abrafati, Instituto Crisotila Brasil, Anfacer e Siamfesp, o estudo ouviu 530 lojistas de todas as regiões do país entre os dias 27 a 30 de setembro. A margem de erro é de 4,3%.

De acordo com a pesquisa, no acumulado do ano, o setor apresenta queda de 8%, mesma retração apresentada nos últimos 12 meses. “Os números demonstram que, nos últimos cinco meses (maio a setembro), tivemos um desempenho levemente superior ao mesmo período de 2015. Apesar disso, setembro sobre agosto não confirmou a expectativa de crescimento. Até o dia 20 de setembro, as vendas vinham se mantendo bem atraentes, mas provavelmente o efeito ‘eleições’ pode ter contribuído para uma queda nos últimos 10 dias do mês, o que não é normal”, declara Cláudio Conz, presidente da Anamaco, explicando que o consumidor tende a frear investimentos em épocas de decisões importantes.

Conz também lembra que o setor ainda sofre os efeitos da alta dos juros e da falta de crédito ao consumidor. “Até o mês passado, a inflação de materiais de construção estava acumulada em 2,7% no ano. Estamos trabalhando esses assuntos junto ao Governo Federal, pedindo mais ações de incentivo ao nosso setor e condições para que possamos criar novas vagas de emprego. Essas medidas, no entanto, mesmo que tomadas em caráter emergencial, não têm impacto imediato e só devem ter reflexos no varejo nos próximos 60 dias”, explica.

Segundo o estudo da Anamaco, a queda apresentada em setembro ocorreu principalmente nas regiões Sul, Centro-Oeste (-15%), e Nordeste (-10%). Já o Norte não apresentou queda ou aumento de volume de vendas no mês, mas o Sudeste registrou uma pequena recuperação em relação ao mês anterior (+3%).

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