Programas de apoio à indústria são lançados em Salvador

Pereira pontuou que, apesar da economia como um todo dar sinais de recuperação, os números da indústria não foram muito “favoráveis” nos últimos meses (Foto: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema Fieb)

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, lançou oficialmente, nesta quinta-feira (08), na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em Salvador, o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) e o programa Brasil Mais Produtivo. As ações visam a melhoria da competitividade das indústrias, especialmente as de pequeno porte, assim como o aumento da participação do Brasil no mercado externo.

Na cerimônia de lançamento, Pereira pontuou que, apesar da economia como um todo dar sinais de recuperação, os números da indústria não foram muito “favoráveis” nos últimos meses. “Para que a indústria se mantenha protagonista na retomada do crescimento e para que haja a recuperação do dinamismo da indústria nacional, é preciso melhorar a competitividade e produtividade das empresas”, disse.

No lançamento, o presidente da FIEB, Ricardo Alban, entregou ao ministro um conjunto de propostas elaboradas pela Federação, com pontos para o fortalecimento das ações do governo federal no sentido de impulsionar o desenvolvimento do comércio exterior brasileiro, em particular o da Bahia. As propostas focam aspectos prioritários, divididos em três grandes temas: burocracia, infraestrutura e acordos bilaterais.

Alban ressaltou ainda que é preciso recuperar o tempo perdido e os programas podem contribuir com efetividade para o crescimento da atividade industrial e a atração de novos investimentos à Bahia. “O setor ainda apresenta uma concentração espacial e setorial no nosso estado, mas há novas cadeias produtivas se estruturando e a Bahia ainda vai mostrar que tem muito a oferecer pelo desenvolvimento do país”, afirmou.

Programas – Iniciado em abril, o Brasil Mais Produtivo prevê intervenções rápidas e de baixo custo para melhorar o processo produtivo aumentando em pelo menos 20% a produtividade das empresas participantes. Por meio de consultoria executada por equipes do Senai no chão de fábrica, os empresários identificam desperdícios e implementam ferramentas de manufatura enxuta. O programa vai atender três mil pequenas e médias indústrias dos setores de alimentos e bebidas, vestuário e calçados, metal mecânico e moveleiro.

De acordo com o diretor de Educação e Tecnologia da CNI e diretor do Senai Nacional, Rafael Lucchesi, a metodologia foi desenvolvida pela CNI em parceria com o SENAI e teve como base as experiências das unidades da Bahia e de Santa Catarina. “Com este programa do governo federal nós estamos propiciando que pequenas e médias empresas tenham acesso a um tipo de abordagem, com ganhos de produtividade conhecidos, algo que só atingia grandes organizações”, explicou.

Na Bahia, serão atendidos 180 empreendimentos em três setores: “Metal Mecânico”, no APL de Camaçari; “Confecções e Calçados”, no APL de Confecções de Serrinha e no APL de Moda de Coração de Maria; e também o setor de “Alimentos e Bebidas”, no APL de Cacau e Chocolate de Ilhéus e no APL de Alimentos de Salvador e região. O ministro Marcos Pereira anunciou que, até o fim deste mês, o governo irá lançar um desdobramento do programa: um piloto com foco em eficiência energética.

O PNCE tem o objetivo de aumentar o número de empresas que operam no comércio exterior e incentivar o aumento das exportações de produtos e serviços. As empresas contarão com ferramentas de treinamento, capacitação, consultoria para adequação de produtos, e identificação de mercados. Ele é desenvolvido em cinco etapas – sensibilização, inteligência comercial, adequação de produtos e processos, promoção comercial e comercialização. Além disso, conta com três temas transversais para o direcionamento das empresas: financiamento, qualificação e gestão.

Na Bahia, o programa visa aumentar a base exportadora atuando em três frentes: identificação de empresas com potencial para ingressar no mercado internacional, aumentar o fluxo de negócios naquelas que exportam eventualmente e diversificar os produtos comercializados pelas empresas que já possuem cultura de exportação.

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