Edital oferece apoio para projetos ambientais na caatinga

A chamada pública selecionará iniciativas que contribuam para a conservação da biodiversidade dos biomas cerrado e caatinga (Foto: Haroldo Palo Jr)

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza acaba de abrir as inscrições do tradicional “Apoio a Projetos de Conservação”. Nesta edição, a chamada pública selecionará iniciativas que contribuam para a conservação da biodiversidade dos biomas cerrado e caatinga que, juntos, ocupam 36% do território brasileiro. As inscrições ficam abertas até 31 de agosto, neste link (http://www.fundacaogrupoboticario.org.br/pt/o-que-fazemos/editais/pages/apoio-projetos-linhas.aspx)

Projeto apoia iniciativas como a reintrodução na Caatinga da ararinha-azul (Foto: Fábio Colombini)
Projeto apoia iniciativas como a reintrodução na Caatinga da ararinha-azul, declarada extinta na natureza  (Foto: Fábio Colombini)

“A cada edição, escolhemos um ‘recorte’ específico para apoiar as iniciativas. Na caatinga vivem 27 milhões de brasileiros, além de ser o único bioma exclusivamente nacional. E o cerrado abriga nascentes de rios que abastecem as principais bacias hidrográficas do país”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.

O apoio a projetos visa potencializar a geração de conhecimento, através de pesquisas e estudos da biodiversidade brasileira, além de estimular ações que promovam mudanças positivas no cenário ambiental nacional. “Incentivamos projetos que tragam resultados efetivos para a proteção da biodiversidade e contribuam com o cumprimento das metas internacionais com as quais o país está comprometido e com os esforços públicos de conservação”, afirma a diretora.

Como funciona –
Para concorrer é preciso que os projetos atendam a uma das duas linhas temáticas de apoio. A primeira trata de Unidades de Conservação de Proteção Integral e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) e tem como objetivo a criação, ampliação e execução de atividades prioritárias de seus Planos de Manejo (documentos oficiais de planejamento das unidades de conservação).

A segunda linha visa a execução de ações para espécies ameaçadas, seguindo os Planos de Ação Nacional (PANs), documentos que elencam ações para a conservação de determinadas espécies e ecossistemas. Os projetos devem ser realizados por instituições sem fins lucrativos, como fundações ligadas a universidades e organizações não governamentais (ONGs).

O ‘Programa de Apoio a Ações de Conservação’, que inclui a chamada de Apoio a Projetos e outras formas de patrocínio da Fundação Grupo Boticário, existe há 26 anos e já apoiou 1.486 projetos de 492 instituições em todo o Brasil, sendo 64 deles na caatinga. Entre eles, estão iniciativas para a reintrodução na Caatinga da ararinha-azul, declarada extinta na natureza.

Recentemente, também por meio do programa de apoio, foi criada a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Oásis Araripe, beneficiando a população da região do município de Crato (CE) e o soldadinho-do-araripe, ave criticamente ameaçada, com uma população de apenas 800 indivíduos.

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