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Pedro Parente durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto após encontro com o presidente interino Michel Temer (Foto: José Cruz/AG.  Brasil)
Pedro Parente durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto após encontro com o presidente interino Michel Temer (Foto: José Cruz/AG. Brasil)

Controle da BR Distribuidora deve mudar no início de 2017

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse hoje (27) que a venda de participações na BR Distribuidora deverá resultar na mudança de controle da empresa ainda no primeiro trimestre de 2017. A empresa atua no transporte de combustíveis da estatal.

Após reunir-se com o presidente interino, Michel Temer, Parente disse que prefere tratar “o processo de desinvestimento” da empresa como uma parceria e que ele tem que seguir “certas regras”, dado que, no caso da BR Distribuidora, o processo anterior foi cancelado, o que resultou na necessidade de recomeçar todo processo.

“Tivemos de começar do zero. Vamos começar recebendo propostas vinculantes no final de novembro ou dezembro, o que sugere o fechamento da transação no primeiro trimestre do ano que vem, possivelmente”, disse Parente, que esclareceu: “claro que, dependendo de quem seja o parceiro, pode haver questões de natureza regulatória, em que haverá prazo, uma vez que a transação terá de ser submetida a órgãos reguladores, dependendo do parceiro com maior ou menor dificuldade.”

Parente disse ainda que há várias iniciativas já anunciadas que seguem a mesma tendência. Entre elas, duas centrais de regaseificação associadas à respectiva unidade de termelétrica, que também já foi anunciada. “Temos ainda a Liquigás em processo de venda de 100% [da empresa]. No caso da Liquigas, é uma empresa que não era da Petrobras há até 15 anos. Portanto, no fundo, será uma reprivatização”, informou o presidente da Petrobras.

“Nós estamos mantendo a meta de US$ 15 bilhões de iniciativas de parcerias de desinvestimentos entre 2015 e 2016. Como no ano passado fizemos cerca de US$ 900 milhões, temos a realizar US$ 14,1 bilhões”, acrescentou. (Pedro Peduzzi/Agência Brasil)

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