Capa > Economia Baiana > Assembleia e Fieb instalam a Frente Parlamentar da Indústria
Frente será um canal de interlocução entre a indústria e o Legislativo (Fotos: Valter Pontes/Coperphoto/Fieb)
Frente será um canal de interlocução entre a indústria e o Legislativo (Fotos: Valter Pontes/Coperphoto/Fieb)

Assembleia e Fieb instalam a Frente Parlamentar da Indústria

Por iniciativa de parlamentares baianos, encabeçados pelos deputados Nelson Leal (PSL) e Pablo Barrozo (DEM), foi criada, nesta quarta-feira (11.05), às 10 h, no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a Frente Parlamentar da Indústria. O objetivo é construir um canal de interlocução entre a indústria baiana e o Legislativo estadual.

Na sessão especial de lançamento, o presidente da Frente, deputado Nelson Leal (PSL), explicou que ela será um fórum permanente de debates sobre a indústria, setor que tem perdido participação no PIB. “A perda de competitividade da indústria e a necessidade de desenvolver o setor na Bahia nos estimulou a criar a Frente Parlamentar, com o apoio da Fieb. Já percebemos que os deputados que a integram estão muito estimulados com o desafio proposto”, afirmou.

Alban disse que a indústria precisa de suporte do Legislativo para a resolução de seus problemas
Alban disse que a indústria precisa de suporte do Legislativo

Serão realizadas reuniões quinzenais com as sete coordenações da Frente Parlamentar, na ALBA, e mensalmente com a Fieb, para tratar de temas importantes para o setor industrial. “Quando necessário, iremos trabalhar em conjunto com a Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, que já funciona nesta Casa”, afirmou Leal.

O vice-presidente da Frente, deputado Pablo Barrozo (DEM), citou que questões como a carga tributária elevada, as exigências na área ambiental e a perda de espaço da indústria local no abastecimento interno são questões que estarão no foco da iniciativa, mas fez um alerta: “Não podemos partidarizar a Frente. Entre os interesses político-partidários e os interesses da Bahia, não temos dúvidas de que estes últimos devem prevalecer”, afirmou.

Interesses – Entusiasta da iniciativa do Legislativo, o presidente da Fieb, Ricardo Alban, afirmou que a indústria precisa de suporte do Legislativo para a resolução de seus problemas. “Não apenas precisamos ser ouvidos. Temos que ser tecnicamente convincentes naquilo que defendermos e também convergentes com os interesses da sociedade, com o emprego e a produção”, afirmou Alban para uma plateia de empresários e de parlamentares.

O presidente da Fieb observou que nos anos de bonança da economia o Nordeste foi a região que mais cresceu, mas hoje, ao contrário, tem sido a região mais atingida pelos efeitos da crise. Por essa razão, exortou os partidos a superar divergências programáticas e a lutar unidos na defesa dos interesses da Bahia, adotando uma linha mais propositiva que meramente reivindicatória. Esse mesmo ponto de vista foi defendido por deputados de vários partidos presentes à sessão especial na Assembleia Legislativa.

A Frente Parlamentar da Indústria está dividida em sete coordenações, que agrupam segmentos de atividades industriais correlatas. São: Indústria Química, Petroquímica, Plástico, Óleo e Gás, coordenada pelo deputado Adolfo Viana (PSDB); Construção Civil, Infraestrutura e Mineração, por Maria del Carmen (PT); Agroindústria, por Carlos Robson, o Robinho (PP); Indústria Naval, Automotiva e Metal Mecânica, por Hildécio Meireles (PMDB); Indústria de Papel, Celulose, Madeira e Móveis, por Sandro Régis (DEM); Indústria Cosmética, Têxtil, Vestuário e Calçados, por Carlos Geilson (PSDB) e a coordenação da Indústria de Alimentos e Bebidas, com Adolfo Menezes (PSD).

Agenda Legislativa –  Após a sessão especial de instalação da Frente Parlamentar, a Fieb  lançou a Agenda Legislativa da Indústria, documento que avalia 39 projetos de lei em tramitação na Assembleia Legislativa da Bahia que, se aprovados, irão impactar o setor industrial baiano. O documento foi entregue por Ricardo Alban ao presidente da ALBA, deputado Marcelo Nilo (PSL).

“Vamos fornecer condições para que os parlamentares possam entender a nossa realidade, sendo proativos e demandando soluções e proposições”, pontuou o presidente da Fieb, Ricardo Alban. Ele ressaltou que o setor industrial foi o que mais perdeu em competitividade nos últimos anos. “Daí a importância de avaliarmos projetos que possam afetar a indústria”, completou.

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