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Preços da gasolina (7,21%) e da energia elétrica (4,41%) voltaram a subir em julho  (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Preços da gasolina (7,21%) e da energia elétrica (4,41%) voltaram a subir em julho (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Inflação na Região Metropolitana de Salvador fica em 0,35%

O  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, ficou em 0,35% na Região Metropolitana de Salvador (RMS) em julho, acima da taxa de junho (-0,08%), mas ainda bem abaixo da inflação de julho de 2016 (0,92%). Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE.

A inflação na RMS  ficou acima da média nacional (0,24%) e foi a 4ª mais elevada, dentre as 13 regiões investigadas pelo IPCA, ficando abaixo apenas das regiões metropolitanas de Curitiba (0,49%), São Paulo (0,38%) e da cidade de Goiânia (0,38%).

No acumulado em 2017, o IPCA da Região Metropolitana de Salvador acelerou para 1,66% e ficou um pouco acima da média do Brasil (1,43%), mantendo-se, entretanto, num patamar bem abaixo do acumulado no mesmo período de 2016 (5,79%).

Nos 12 meses encerrados em julho, a inflação na RMS acumula alta de 2,54%, abaixo dos 3,13% registrados nos 12 meses encerrados em junho e da média nacional nesta comparação (2,71%).

Preços da gasolina  e da energia elétrica voltam a subir

Dentre os nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, seis apresentaram altas em julho, na Região Metropolitana de Salvador. Os grupos Habitação (0,98%) e Transportes (0,67%) tiveram os maiores aumentos e foram também, nesta ordem, os que mais puxaram a inflação para cima.

Nos custos de Habitação, a principal pressão de alta em julho veio da energia elétrica (4,41%), enquanto em relação aos Transportes, o peso maior veio da gasolina (7,21%), que, individualmente, foi o item que mais contribuiu com o IPCA de julho na RMS. Tanto a gasolina quanto a energia vinham de importantes quedas em junho (-8,71% e -6,30% respectivamente) e são itens de grande peso nos orçamentos das famílias em Salvador.

A inflação da RMS em julho repete o quadro nacional. Na média de todas as áreas pesquisadas, Habitação (1,64%) e Transportes (0,34%) também foram os grupos que mais pressionaram para cima o resultado do mês, puxados pela energia e pela gasolina.

No país como um todo, o aumento energia elétrica (6%) ocorreu devido à entrada em vigor da bandeira tarifária amarela, a partir de 1º de julho, representando uma cobrança adicional de R$ 2,00 a cada 100 Kwh consumidos. No caso da gasolina, em julho foram anunciados diversos reajustes (aumentos e reduções) nos preços nas refinarias e, no dia 20, o aumento na alíquota do PIS/COFINS.

Na Região Metropolitana de Salvador, além de Habitação e Transportes, o grupo Alimentos e Bebidas (0,24%) também teve alta no IPCA de julho (ao contrário da redução de -0,47% na média do país), puxado, sobretudo, pela alimentação fora de casa (0,94%), já que a alimentação no domicílio apresentou variação levemente negativa, de -0,05%.

Artigos de Residência  e Vestuário  ajudam a segurar o IPCA em julho

A inflação na RMS só não foi maior em julho por conta das variações negativas dos grupos Artigos de Residência (-0,85%) e Vestuário (-0,34%), com fortes influências, respectivamente, dos aparelhos eletroeletrônicos (-1,61%) e das roupas femininas (-1,18%).

Entretanto, individualmente, os itens que mais ajudaram a segurar o IPCA de julho na RM Salvador foram os automóveis novos (-4,05%) e o leite longa vida (-3,92%).

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