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A indústria de celulose, papel e produtos de papel  cresceu mais de 7% no mês de junho
A indústria de celulose, papel e produtos de papel cresceu mais de 7% no mês de junho

Indústria baiana tem crescimento zero no primeiro semestre

A indústria baiana não foi nada bem em junho. A produção do setor caiu 6,7% em relação a igual mês do ano passado – o quarto pior desempenho do país, atrás do Espírito Santo, Amazonas e Pernambuco. Na comparação com o mês imediatamente anterior (maio 206) a queda foi de 1%. Com o resultado de junho, a indústria do estado encerrou o primeiro semestre do ano com crescimento zero, de acordo com pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na análise trimestral, o segundo trimestre de 2016 (-3,5%) reverteu a expansão observada nos três primeiros meses do ano (3,8%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 2,8% em junho de 2016, intensificou o ritmo de queda frente ao verificado no mês de maio (-2%).

Na comparação junho de 2016/junho de 2015, seis das doze atividades pesquisadas mostraram queda na produção. O principal impacto negativo sobre o total global foi observado no setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-22,4%), pressionado, principalmente, pela menor produção de óleos combustíveis, óleo diesel, naftas para petroquímica, gasolina automotiva e parafina. Vale mencionar ainda os recuos vindos de veículos automotores, reboques e carrocerias (-16,8%) e de indústrias extrativas (-26,1%), explicados sobretudo pela menor produção de painéis para instrumentos dos veículos automotores e automóveis; e de minérios de cobre, óleos brutos de petróleo, gás natural, magnésia e pedras britadas, respectivamente.

Altas – Em sentido contrário, os setores de metalurgia (23,8%) e de outros produtos químicos (6,4%) exerceram as principais contribuições positivas, impulsionados, em grande medida, pela maior produção de barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre e ouro; e de ureia, amoníaco, polietileno linear e policloreto de vinila (PVC), respectivamente.

Outros resultados positivos relevantes foram registrados nas atividades de produtos alimentícios (10,1%), de artefatos couro, artigos para viagem e calçados (20,2%), de celulose, papel e produtos de papel (7,2%) e de bebidas (18,2%), explicadas, principalmente, pela maior fabricação de açúcar cristal e carnes de bovinos frescas ou  refrigeradas, na primeira; de calçados femininos de couro e de material sintético e tênis de material sintético, na segunda; de pastas químicas de madeira (celulose), na terceira; e de cervejas, chope e refrigerantes, na última.

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