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O Juá Garden Shopping inaugurado no mês de março, em Juazeiro, no Vale do São Francisco, foi responsável pela geração de mil empregos  (Foto: Divulgação)
O Juá Garden Shopping inaugurado no mês de março, em Juazeiro, no Vale do São Francisco, foi responsável pela geração de mil empregos (Foto: Divulgação)

Bahia fechou primeiro semestre com 35 novos empreendimentos

A Bahia fechou o primeiro semestre com 35 empreendimentos implantados e quatro ampliados, um investimento de R$ 2,3 bilhões e a geração de 3.022 novas vagas de empregos. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda, o fortalecimento da economia baiana é essencial para a manutenção das indústrias instaladas e a atração de novos investimentos. “Reduzir o índice de desemprego é a nossa grande meta. Estamos executando um conjunto de ações articuladas para garantir a atração de mais empresas, que resultam em emprego e renda para os baianos”, afirma.

A Tecsis – Tecnologia e Sistemas Avançados, o Juá Garden Shopping e a Lipari são os responsáveis pelo aumento no número de empregos. A fábrica de produção de pás eólicas, que está com 20% das suas operações iniciadas no Polo Industrial de Camaçari, emprega até o momento 637 funcionários, mas a previsão é fechar o ano com 1.500 vagas ocupadas. Com investimentos da ordem de R$ 220 milhões, a planta tem capacidade para produzir 2,5 mil pás por ano, em 12 linhas de produção. De acordo com a Tecsis, com a capacidade máxima instalada, a fábrica pode empregar até seis mil pessoas. A meta é chegar a até o final de 2018 com três mil colaboradores.

O Juá Garden Shopping inaugurado no mês de março, em Juazeiro, no Vale do São Francisco, foi responsável pela geração de mil empregos e investiu R$ 150 milhões, mas a previsão é gerar cerca de três mil empregos, entre diretos e indiretos, quando estiver em pleno funcionamento. A Lipari Mineração, implantada no município de Nordestina, emprega 260 funcionários e foi responsável pelo investimento de R$ 200 milhões.

O segmento Eletricidade e Gás foi o responsável pela maior parte dos investimentos implantados, um total de R$ 1,8 bilhão com 21 usinas eólicas implantadas no semi-árido baiano e mais 491.900 kW adicionados à rede elétrica. “A Bahia tem hoje um total de 68 usinas em operação e mais de 1,71 GW em potência instalada, ocupando a segunda posição na produção de energia eólica”, destaca Hereda.

As expectativas para o Estado continuam bem positivas, no início do mês, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 1.260 empreendimentos de geração de energia eólica e solar fotovoltaica para o 2º Leilão de Energia de Reserva 2016, sendo 841 projetos eólicos e 419 fotovoltaicos, somando 35.147 MW de potência instalada. A Bahia foi líder na oferta de projetos, cadastrando 240 projetos eólicos, com um total de 6.380 MW e 101 com a energia do sol que totalizam 3.155 MW de potência instalada.

Novos empreendimentos – Além dos investimentos implantados, alguns grupos baianos e grandes redes anunciaram novos investimentos e ampliações no Estado. No segmento de Comércio e Serviços, o centro de distribuição (CD) da rede de farmácias Pague Menos, no município de Simões Filho, tem previsão de entrar em operação ainda neste mês de agosto. Os investimentos somam R$ 6 milhões, com geração de mais de 100 empregos diretos.

O complexo vai absorver a demanda das 86 lojas da rede cearense no estado. A previsão é inaugurar outras 14 unidades até o final deste ano. Outro CD que será inaugurado até o final do ano é o da cervejaria Petrópolis em Camaçari, com investimento de R$ 28 milhões e geração de 100 empregos.

No segmento de Automotivo e componentes, a Bridgestone, uma das maiores fabricantes de pneus do mundo, investirá R$ 262 milhões na ampliação da sua planta industrial Bahia, sendo R$ 252 milhões no incremento da produção e R$ 10 milhões na construção de um centro de distribuição. Atualmente a fábrica trabalha em três turnos e espera chegar, com a ampliação, a produzir 8,1 mil pneus/dia.

Já no segmento de Papel e Celulose, a Suzano anunciou ampliação de sua fábrica em Mucuri, no extremo-sul da Bahia, com investimentos de R$ 700 milhões e geração de 1.150 empregos diretos nas obras civis, e 50 novos postos de trabalho que se somarão aos 2,4 mil já existentes naquela unidade fabril. Além da modernização e do aumento da produção de celulose, está prevista a construção de uma unidade de fabricação de bobinas para conversão de papel higiênico, um novo segmento de atuação da empresa. As obras começam ainda este ano e o início das operações está previsto para o final de 2017.

Três meses depois, foi a vez da Veracel – uma das gigantes do setor de celulose, controlada pela brasileira Fibria Celulose e pela sueco-finlandesa Stora Enso -, anunciar o investimento de R$ 700 milhões em sua fábrica de Eunápolis, até o próximo ano. O objetivo é aumentar a sua produção em 30%, passando das atuais 900 milhões de toneladas/ano para 1,135 milhão de toneladas/ano. No processo de modernização, serão gerados 200 novos empregos entre diretos e terceirizados, que vão se somar aos cerca de 3 mil já existentes na unidade industrial, entre diretos e ter

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