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Mulheres lideram renegociação de dívidas, mostra estudo

Com o cenário econômico incerto e a crescente queda do consumo, muitos varejistas buscam alternativas para fidelizar o cliente e, dessa forma, continuar incentivando as compras. Assim, a oferta de opções de meios, condições de pagamento e juros baixos têm sido algumas das soluções adotadas. Um dos instrumentos de pagamento que tem voltado a figurar entre os consumidores neste ano de recessão é o cheque. Segundo o levantamento trimestral do Perfil do Consumidor Inadimplente realizado pela Central de Recuperação do TeleCheque, serviço oferecido pela MultiCrédito, 51% das mulheres utilizaram o meio de pagamento e entraram em contato com a empresa para renegociar seus débitos.

O estudo foi elaborado com base nos 800 consumidores que procuraram o serviço de renegociação de dívidas entre os meses de março e maio de 2016. Nesse período, quem mais renegociou as dívidas foram as mulheres casadas, entre 31 e 40 anos, com um dependente, com segundo grau completo, que atuam em empresas privadas. O valor médio dos débitos do público feminino foi de R$ 200 a R$ 499,99, os principais gastos foram com alimentação (10,5%), farmácias (4,87%) e vestuário (4,75%), e a principal causa foi o descontrole financeiro.

Ainda de acordo com a pesquisa, entre os homens que utilizam o cheque como meio de pagamento, a inadimplência foi de 23,75% por descontrole financeiro, mas com gastos com a manutenção e acessórios automotivos. Vale destacar que a inadimplência por conta do desemprego cresceu 15,9% entre homens e mulheres na comparação com os números do mesmo período de 2015.

Hábito – “O indicador mostra a diferença no hábito de compras entre homens e mulheres, independente do que compram mesmo com crescimento do desemprego, o descontrole financeiro ainda é a maior causa da falta de pagamento das dívidas. O consumidor que possui uma boa educação financeira, consequentemente tem um maior controle de suas finanças e grandes chances de não se tornar um devedor nesse atual cenário econômico”, Carlos Eduardo Souza, diretor nacional de recuperação e atendimento.

A pesquisa ainda traz um dado interessante: se comparada com a análise do último trimestre, a procura por renegociação entre os consumidores cresceu 2,04%; já o aumento de consumidores desempregados que procuraram a empresa para renegociar foi de 33%.

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