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A unidade tem capacidade de produção de 1,55 milhão de toneladas de celulose
A unidade tem capacidade de produção de 1,55 milhão de toneladas de celulose

Suzano anuncia ampliação da fábrica de papel e celulose

A Suzano Papel e Celulose investirá R$ 700 milhões na expansão de sua fábrica no município de Mucuri, no Extremo Sul do estado. O projeto inclui a ampliação e modernização de setores já existentes e a implantação de uma nova linha de produção para papel tissue (para fins sanitários). O protocolo de intenções para a ampliação da unidade foi assinado pelo governador Rui Costa e o diretor-presidente da companhia, Walter Schalka, nesta quarta-feira (4), em cerimônia na Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador.

Rui assina o protocolo de intenções para ampliação da unidade fabril (Foto: Carol Garcia/GOVBA)
Rui e executivos da Suzano assinam o protocolo de intenções para ampliação da unidade fabril (Foto: Carol Garcia/GOVBA)

Segundo o governador, o anúncio desta quarta foi resultado de uma longa negociação, porque a ampliação da empresa envolve questões de crédito tributário e incentivos do Estado. “Fizemos um esforço grande para chegar ao protocolo que assinamos hoje. É algo extraordinário, no meio desta crise, um investimento desse porte em uma região que cresce e desponta como um novo polo de desenvolvimento no Extremo Sul. Mucuri vai ser beneficiada diretamente e Teixeira de Freitas também, por ser uma cidade polo de serviços. São 1,1 mil empregos contratados para a obra, mais 50 para a operação, então temos muito a comemorar”.

Ampliação – Desde o início do ano a empresa já adquiriu equipamentos para a transformação do papel em higiênico, com capacidade de produção de 60 mil toneladas/ano. As intervenções na fábrica devem começar no próximo mês de setembro e a conclusão está prevista para o segundo semestre de 2017. Atualmente, a unidade tem capacidade de produção de 1,55 milhão de toneladas de celulose e 255 mil toneladas de papel não revestido por ano.

De acordo com Walter Schalka, o fato de a empresa estar instalada na Bahia é um dos fatores que permitem um investimento dessa proporção, neste momento de dificuldade pelo qual o Brasil está passando. “A Bahia tem todas as condições climáticas, de solo e de mão de obra para fazer isso acontecer. Estamos trazendo tecnologia, investimentos importantes e estamos confiantes. Vamos integrar a cadeia de celulose com produtos para o consumidor final. A Bahia vai deixar de ser importadora para passar a exportar papel higiênico, por exemplo”.

Segundo o diretor-presidente, além do início da produção de papel tissue, o projeto de ampliação prevê triplicar a fabricação de papel report. “Também estamos investindo em uma usina de tratamento de efluentes, que vai reduzir em 60% o que é despejado no Rio Mucuri até janeiro de 2018, e na modernização da Linha 1 de Mucuri, que é a mais antiga, aumentando a capacidade para exportação”.

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