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Imagem aérea da Enseada Indústria Naval S.A. (Foto: Divulgação)
Imagem aérea da Enseada Indústria Naval S.A. (Foto: Divulgação)

Enseada quer diversificar produção além da indústria naval

Uma estrutura gigantesca, que ocupa uma área de 1,6 milhão de m2 em Maragogipe, no Recôncavo da Bahia, e onde foram investidos R$ 3 bilhões, está deserta enquanto o país decide o que faz com a sua indústria naval, principalmente aquela voltada para a exploração do petróleo no pré-sal. Para escapar da crise provocada pela inadimplência da Sete Brasil – a empresa criada pela Petrobras para gerir as encomendas navais destinadas ao pré-sal – o estaleiro Enseada Indústria Naval quer se transformar no Polo Industrial Enseada, abarcando novos negócios industriais e de logística.

O estaleiro, com tecnologia de última geração da japonesa Kawasaki, está se preparando para oferecer soluções integradas para os mais diversos segmentos da indústria, como o eólico e o automotivo. “A empresa solicitou ao Governo do Estado, através da secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), que ajudasse-a identificar empresas e novos negócios para o Enseada, diversificando a produção alem da indústria naval”, explica Paulo Guimarães.

Sem deixar sua vocação natural de produção de equipamentos navais – navios, sondas e armazéns flutuantes – o Polo Industrial Enseada está se preparando também para atender à produção industrial e à operação logística de equipamentos eólicos, automotivos e da petroquímica baiana. A planta industrial apresenta vantagens competitivas para operar como hub logístico, cais de atracamento, de padrão internacional, e área alfandegada para receber cargas e projetos especiais.

O Enseada tem capacidade de processar 72 mil toneladas/ano de aço, em regime de dois turnos de trabalho, com parte da mão-de-obra qualificada no Japão pela Kawasaki. O empreendimento está com suas obras civis totalmente prontas, está licenciado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e já possui autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para operar como Terminal de Uso Privado (TUP).

“Temos alguns diferenciais importantes, como a localização estratégica, na foz do Rio Paraguaçu, e a possibilidade de desenvolvimento de projetos industriais de alta complexidade. Temos uma estrutura com alta tecnologia, gestão focada em resultados, produtividade e uma forte política ambiental para estar entre os polos industriais mais eficientes e competitivos do mundo”, aponta o diretor de relações institucionais e sustentabilidade do Enseada, Humberto Rangel,

Vocações – Inicialmente concebida para desenvolver os mais sofisticados projetos de engenharia naval, navios mercantes, de apoio e manutenção, a planta industrial do Enseada atende aos mais rigorosos critérios de qualidade, produtividade e tecnologia dos melhores estaleiros do mundo.

O Polo Industrial Enseada está apto a atuar no mercado offshore de sondas e FPSOs, construção de navios mercantes e gás-quimicos, reserva de mercado para embarcações com bandeira nacional, além de realizar serviços de retrofit e reparo de embarcações offshore e mercantes.

“E também tem potencial de estabelecer parcerias industriais para fabricação e montagem de estruturas e tubulações, principalmente para a indústria eólica e automotiva, além de outros segmentos. A oficina industrial conta com equipamentos e tecnologia com potencial aos mais diversos negócios. Por causa das dificuldades econômicas e políticas, não podemos abandonar um investimento dessa magnitude”, diz o secretário Hereda.

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