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Os telefones pré-pagos respondem por 74,5% dos dos aparelhos do país (Bruno Fortuna/Fotos Públicas)
Os telefones pré-pagos respondem por 74,5% dos dos aparelhos do país (Bruno Fortuna/Fotos Públicas)

Brasileiros usam cada vez menos celulares pré-pagos, diz estudo

Outrora considerados uma alternativa mais econômica às contas de telefone mensais, os planos pré-pagos de celulares têm perdido espaço entre os brasileiros. Segundo dados revelados pelo ComTech, estudo regular elaborado pela Kantar Worldpanel, esse tipo de contrato registrou queda de 2,2% no número de linhas em dezembro de 2015 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Nesse intervalo, os planos pós-pagos e controle tiveram alta, respectivamente, de 18% e 11%. O levantamento aponta ainda que em dezembro de 2014 os telefones pré-pagos respondiam por 77,2% dos aparelhos do país. Um ano depois, o índice foi a 74,5%.

De acordo com o ComTech, a base atual das linhas pré-pagas – 98.183 milhões – já é menor que a base de janeiro de 2013, de 100.158 milhões. As classes C e DE foram as responsáveis por puxar os números dos pré-pagos para baixo: 57% das linhas perdidas migraram para planos controle (classes C e DE principalmente), enquanto 43% mudaram para pós (classe C em sua maioria).

Entre as razões que explicam a retração nos números dos pré-pagos está a diminuição dos dual chips, prática de possuir mais de um chip para aproveitar uma tarifa mais atrativa entre celulares da mesma operadora. Em 2013, 21% das pessoas que faziam uso de telefone móvel possuíam dual chip. Hoje o número caiu para 17%.

Dados – Além disso, os usos que mais cresceram entre os usuários foram os que demandam mais dados, nem sempre bem atendidos pelos planos pré-pagos. As práticas que mais cresceram em penetração no último ano foram a navegação de internet (+ 24,2 pontos percentuais), serviços de mensagem instantâneas (+ 28 pontos percentuais), busca na internet (+ 29 pontos percentuais) e uso de redes sociais (+ 27 pontos percentuais).

O levantamento revela também que a mudança para planos pós-pago e controle não significou maior gasto com tarifas. Com o passar dos anos, os brasileiros passaram a gastar mais na aquisição de aparelhos do que em mensalidades e créditos.

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